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A eficiência do Estado

O André Abrantes Amaral da Atlântico conta-nos um episódio interessantíssimo que demonstra irrefutavelmente a tremenda eficiência do Estado.

Há privado igualmente ineficiente? Claro que sim. A grande diferença é que eu posso saír porta e fora e dirigir-me à concorrência. Com o Estado, não.


5 Responses to “A eficiência do Estado”

  1. Fernando
    Published at September 23rd, 2008 at 7:52 pm

    Vais para a concorrência se conseguires melhores preços, se não existir um cartel a controlar os preços, se tiveres dinheiro para pagar a mudança de “serviço” e TODAS as empresas funcionam mal não me venham dizer que existe uma empresa perfeita porque já estou velho para contos de fadas. Acredito que a segurança social serve para proteger o contribuinte em caso de ter algum problema físico, idade de reforma ou falta de trabalho e também que existem os contribuintes que o roubam visto esta ser das poucas empresas que o “permite”.
    Quando se fala de seguros e afins todas as empresas te vão prometer fundos e mundos quando chegar à hora de seres restituído dos valores também poderás encontrar problemas nesse ponto vai ser complicado trocar para a concorrência.

  2. RubenJC
    Published at September 24th, 2008 at 12:36 am

    Pois podes! Mas depois de já estares ‘entalado’ vai adiantar-te de muito….
    Imagina: compras o equipamento X na loja Y. O equipamento avaria, accionas a garantia. Na loja não te ligam peva dizem que blá!blá!blá!
    Pois: ‘A grande diferença é que tu podes saír porta fora e dirigir-te à concorrência’
    Bestial pá!

  3. mlopes
    Published at September 24th, 2008 at 5:07 pm

    RubenJC,

    Processo a loja. Para isso mesmo existem os mecanismos legais. E é bem mais fácil processar uma loja que o Estado. Em Portugal isto não é frequente porque o sistema judicial é vergonhosamente lento, mas nos EUA é prática comum.

  4. RubenJC
    Published at September 24th, 2008 at 11:25 pm

    Se nos EUA processar lojas é “prática comum”,como escreve, então deduzo… nos EUA não temos problemas com o Estado, mas é pratica comum termos problemas com os privados! Certo? Qual a diferença? Bom ainda que possa não discordar de si em alguns aspectos, a verdade é que não sabemos ter meio termo: o Estado não presta? privatize-se tudo! Os privados não prestam, vão á falência etc: o estado que ’safe’ a coisa! (não foi assim lá nos Estates bem recentemente?)
    Bom o ideal se calhar era termos mais Estados (não confundir com ‘mais Estado’), assim se um não nos satisfizesse socorríamo-nos do outro. Não sei porquê, mas esta coisa de que a causa de todos os males deste ‘quintal’ ser culpa do Estado (??) cheira-me a discurso da moda e sem nexo. ‘Atão’ o Estado não somos nós?! Blá!Blá!Blá! Provavelmente e por consequência o mal está em ‘NÓS’, não no Estado, nem nos privados, mas em nós, que somos iguais quer no Estado, quer no privado!

  5. mlopes
    Published at September 25th, 2008 at 12:11 am

    RubenJC,

    Existem dois problemas subjacentes ao Estado: o primeiro é que pressupõe que uma série de indivíduos (o Governo) é capaz de liderar os milhões que governam melhor que esses próprios milhões num mercado aberto; o segundo, é que o Estado é incólume: por muita asneira que seja feita, raramente são prestadas contas. No mercado, as empresas vão à falência e os indivíduos são assim responsabilizados.