A eficiência do Estado
- Published September 22nd, 2008 in Política
O André Abrantes Amaral da Atlântico conta-nos um episódio interessantíssimo que demonstra irrefutavelmente a tremenda eficiência do Estado.
Há privado igualmente ineficiente? Claro que sim. A grande diferença é que eu posso saír porta e fora e dirigir-me à concorrência. Com o Estado, não.




Vais para a concorrência se conseguires melhores preços, se não existir um cartel a controlar os preços, se tiveres dinheiro para pagar a mudança de “serviço” e TODAS as empresas funcionam mal não me venham dizer que existe uma empresa perfeita porque já estou velho para contos de fadas. Acredito que a segurança social serve para proteger o contribuinte em caso de ter algum problema físico, idade de reforma ou falta de trabalho e também que existem os contribuintes que o roubam visto esta ser das poucas empresas que o “permite”.
Quando se fala de seguros e afins todas as empresas te vão prometer fundos e mundos quando chegar à hora de seres restituído dos valores também poderás encontrar problemas nesse ponto vai ser complicado trocar para a concorrência.
Pois podes! Mas depois de já estares ‘entalado’ vai adiantar-te de muito….
Imagina: compras o equipamento X na loja Y. O equipamento avaria, accionas a garantia. Na loja não te ligam peva dizem que blá!blá!blá!
Pois: ‘A grande diferença é que tu podes saír porta fora e dirigir-te à concorrência’
Bestial pá!
RubenJC,
Processo a loja. Para isso mesmo existem os mecanismos legais. E é bem mais fácil processar uma loja que o Estado. Em Portugal isto não é frequente porque o sistema judicial é vergonhosamente lento, mas nos EUA é prática comum.
Se nos EUA processar lojas é “prática comum”,como escreve, então deduzo… nos EUA não temos problemas com o Estado, mas é pratica comum termos problemas com os privados! Certo? Qual a diferença? Bom ainda que possa não discordar de si em alguns aspectos, a verdade é que não sabemos ter meio termo: o Estado não presta? privatize-se tudo! Os privados não prestam, vão á falência etc: o estado que ’safe’ a coisa! (não foi assim lá nos Estates bem recentemente?)
Bom o ideal se calhar era termos mais Estados (não confundir com ‘mais Estado’), assim se um não nos satisfizesse socorríamo-nos do outro. Não sei porquê, mas esta coisa de que a causa de todos os males deste ‘quintal’ ser culpa do Estado (??) cheira-me a discurso da moda e sem nexo. ‘Atão’ o Estado não somos nós?! Blá!Blá!Blá! Provavelmente e por consequência o mal está em ‘NÓS’, não no Estado, nem nos privados, mas em nós, que somos iguais quer no Estado, quer no privado!
RubenJC,
Existem dois problemas subjacentes ao Estado: o primeiro é que pressupõe que uma série de indivíduos (o Governo) é capaz de liderar os milhões que governam melhor que esses próprios milhões num mercado aberto; o segundo, é que o Estado é incólume: por muita asneira que seja feita, raramente são prestadas contas. No mercado, as empresas vão à falência e os indivíduos são assim responsabilizados.