Crise “terminou bem”?
Mário Lino afirma convicto que a greve dos transportes “terminou bem”. Como? Terminou bem?
Para além do ultraje que é privar os demais de poderem trabalhar, a ocupação ilícita de espaço público, o vandalismo e ainda um condutor morto, como é possível alguém, no seu perfeito juízo, considerar que a greve terminou bem?
Desculpe Ministro Mário Lino, mas a greve foi uma vergonha. Uma vergonha num Estado de Direito. Uma vergonha inadmissível. Inadmissível que as autoridades fiquem a observar passivamente. Vergonhoso que os demais membros do Governo não tenham coragem para impôr a ordem.
E, ainda mais vergonhoso, é o senhor estar convicto que o desfecho foi positivo.




LOL … se durasse até ao fim da semana é qu tinha sido … portugal parava e o governo … incapaz de governar!
Agora, vamos de sector a sector paralizar.
Bem não terá terminado, mas que eles resolveram o problema em três dias quando em Espanha a coisa continuia lá isso resolveram. Ainda por cima, com o desconto da das portagens a ser a Brisa a pagar.
Tivessem metido a policia de choque ao barulho ainda estavamos a falar do assunto.
And in all… not bad.
Preso por ter cão, preso por não ter… Se o governo tivesse usado a “força” para parar os protestos iam alegar a falha da democracia e o direito da greve. O uso da força não iria acabar com um bom resultado visto alguns dos motoristas já estarem a usar a força para parar camiões o governo usou a inteligência e diplomacia.
Aqui a opinião do Zé Povinho resume-se a que foi um bom resultado admiro até a iniciativa.
boas mário,
esqueceste de mencionar a ausência da suposta nova oposição.
por onde anda a dra ferreia leite e o dr pacheco pereira?
cumps,
rjnunes
A todos,
Não há nada que possa justificar a falta de autoridade por parte de um Estado de Direito. Isto levantou precedentes a todos aqueles que estiverem com intenções de voltar a pisar umas quantas leis em nome da vontade própria.
Ricardo Nunes,
Conceber uma moção estratégica para o país demora tempo, requer reflexão. Mas não tenho a menor dúvida que quando a Draª Manuela Ferreira Leite terminar a sua, será a mais ponderada, equilibrada e racional de todas aquelas que serão redigidas para 2009.
Entretanto, podemos ir aplaudindo a esquerda e as suas observações inconclusivas que são sempre as mesmas do costume: “especulação, salários baixos, precariedade, etc..”. Como resolver isso é que nunca tal se ouviu.
Concordo a 100% com o Fernando. Vir criticar depois das coisas resolvidas é muito fácil. Mas não vi um único partido de direita a emitir uma opinião durante a paralisação.
Eu também acho que devia ter sido usada a força logo desde o início para evitar que pessoas fossem proibidas de trabalhar. Mas também tenho a certeza que se isso acontecesse, os mesmos que hoje criticam a falta do uso de força estavam a criticar a falta de liberdade e o uso da força numa greve…
Tu com essa mentalidade anti-greve, deves trabalhar que te fartas, não?
Todas as pessoas têm direito à indignação, seja de que forma for, e a greve e a contestação na rua é uma delas.
Se tal não acontecesse no 25 de Abril não tinhas hoje este blog onde escreves.
E atenção que não sou comunista, nem sou de esquerda.
Apenas respeito aqueles que trabalham e que querem trabalhar num Portugal Justo.
Não vou para a rua gritar, mas respeito quem tem necessidade de o fazer.
Abraço
JP,
Eu não sou contra a greve. Sou contra o abuso de qualquer liberdade que nos é dada, e em Portugal abusa-se da greve.
Miguel,
Tem de haver equilíbrio. Não pode haver abuso da força como esta não pode ficar a observar passivamente.
Estou inteiramente de cordo contigo Mário, não sou contra a greve mas sou contra o vandalismo e a coação, coisa que se tem visto nas últimas greves (pescadores a pararem cargas de pessoas partículares e a despejarem a sua carga, camionistas a apedrejarem camiões).
Se estas pessoas fossem africanas não faltariam ai as bocas racistas habituais, assim são só pessoas a fazerem greve.
Se o governo tivesse coragem tinha era enviado polícia para todos aqueles sítios onde haviam milícias para só as deixarem fazer greve.
JP,
Sabes que esta grave era ilegal, certo ? E que a grave dos patrões (lockout) é também iligal, certo ?
Antes de vir louvar a ‘greve’ convinha saber o que ela é.
boas mario,
“Conceber uma moção estratégica para o país demora tempo, requer reflexão.”
1.a dra ferreira leite, à não muito tempo esteve no governo, numa pasta que é se não a mais importante, será de certeza uma das mais importantes, pouca gente como ela saberá o “verdadeiro” estado do país, logo não creio que precise desse tempo todo para articular o que quer que seja, já para não dizer que quando alguém se apresenta para liderar um partido com tendência a ser governo deve desde logo saber o que quer para esse mesmo país.
2. governar um país também implica resolver situações que eventualmente poderiam não estar previstas, digo eventualmente porque esta era mais que prevista; mas como dizia, governar implica resolver situações, apresentar ideias, dialogar, chamar à atenção, mesmo nessas circunstâncias em que aparecem surpresas, mas não ouvimos nem uma palavra da boca nem da senhora, nem dos que foram candidatos.
adoraria ter ouvido o dr passos coelho sobre as suas teorias liberais na resolução desta crise.
a realidade de não ter-mos ouvido nada desta senhora e destes senhores é pela simples razão que em nada se diferencia a politica destes senhores e senhora da do actual primeiro ministro, para infelicidade do país.
a verdade é que neste momento só temos um partido que ganha eleições, é o BLOCO CENTRAL.
quem nos dera que aparecesse alguém de ideias, de confiança, de credibilidade, um Sá Carneiro, infelizmente assassinaram-no e como ele já não há.
assim sendo resta-nos ver cada vez mais o estado português se vergar a tudo e a todos, a não ter autoridade, a ser um lambe botas da UE e de tratados da treta que atentam contra a própria constituição da republica.
3.isto não sao as queixas de alguém de esquerda, aliás a esquerda diz e faz asneiras a torto e a direito, mas também não sou liberal, sou um SOCIAL DEMOCRATA, mas do antigamente, para mais até já estive em listas do PPD.
abraço,
rjnunes
“Em Portugal abusa-se da greve”. Além de mal informado (sigh..), gostava de saber como é que se abusa de um direito consagrado na constituição. Qualquer dia estamos a abusar do sufrágio universal. É só rir.
brecke,
Por mim façam greve à vontade, desde que deixem trabalhar quem o quer fazer.