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Crise “terminou bem”?

Mário Lino afirma convicto que a greve dos transportes “terminou bem”. Como? Terminou bem?

Para além do ultraje que é privar os demais de poderem trabalhar, a ocupação ilícita de espaço público, o vandalismo e ainda um condutor morto, como é possível alguém, no seu perfeito juízo, considerar que a greve terminou bem?

Desculpe Ministro Mário Lino, mas a greve foi uma vergonha. Uma vergonha num Estado de Direito. Uma vergonha inadmissível. Inadmissível que as autoridades fiquem a observar passivamente. Vergonhoso que os demais membros do Governo não tenham coragem para impôr a ordem.

E, ainda mais vergonhoso, é o senhor estar convicto que o desfecho foi positivo.


14 Responses to “Crise “terminou bem”?”

  1. Luis Matos
    Published at June 12th, 2008 at 11:58 pm

    LOL … se durasse até ao fim da semana é qu tinha sido … portugal parava e o governo … incapaz de governar!

    Agora, vamos de sector a sector paralizar.

  2. Carlos Andrade
    Published at June 13th, 2008 at 12:32 am

    Bem não terá terminado, mas que eles resolveram o problema em três dias quando em Espanha a coisa continuia lá isso resolveram. Ainda por cima, com o desconto da das portagens a ser a Brisa a pagar.

    Tivessem metido a policia de choque ao barulho ainda estavamos a falar do assunto.

    And in all… not bad.

  3. Fernando
    Published at June 13th, 2008 at 2:09 am

    Preso por ter cão, preso por não ter… Se o governo tivesse usado a “força” para parar os protestos iam alegar a falha da democracia e o direito da greve. O uso da força não iria acabar com um bom resultado visto alguns dos motoristas já estarem a usar a força para parar camiões o governo usou a inteligência e diplomacia.

    Aqui a opinião do Zé Povinho resume-se a que foi um bom resultado admiro até a iniciativa.

  4. ricardo nunes
    Published at June 13th, 2008 at 9:11 am

    boas mário,

    esqueceste de mencionar a ausência da suposta nova oposição.

    por onde anda a dra ferreia leite e o dr pacheco pereira?

    cumps,

    rjnunes

  5. mlopes
    Published at June 13th, 2008 at 9:19 am

    A todos,

    Não há nada que possa justificar a falta de autoridade por parte de um Estado de Direito. Isto levantou precedentes a todos aqueles que estiverem com intenções de voltar a pisar umas quantas leis em nome da vontade própria.

    Ricardo Nunes,

    Conceber uma moção estratégica para o país demora tempo, requer reflexão. Mas não tenho a menor dúvida que quando a Draª Manuela Ferreira Leite terminar a sua, será a mais ponderada, equilibrada e racional de todas aquelas que serão redigidas para 2009.

    Entretanto, podemos ir aplaudindo a esquerda e as suas observações inconclusivas que são sempre as mesmas do costume: “especulação, salários baixos, precariedade, etc..”. Como resolver isso é que nunca tal se ouviu.

  6. Miguel
    Published at June 13th, 2008 at 9:47 am

    Concordo a 100% com o Fernando. Vir criticar depois das coisas resolvidas é muito fácil. Mas não vi um único partido de direita a emitir uma opinião durante a paralisação.
    Eu também acho que devia ter sido usada a força logo desde o início para evitar que pessoas fossem proibidas de trabalhar. Mas também tenho a certeza que se isso acontecesse, os mesmos que hoje criticam a falta do uso de força estavam a criticar a falta de liberdade e o uso da força numa greve…

  7. JP
    Published at June 13th, 2008 at 9:53 am

    Tu com essa mentalidade anti-greve, deves trabalhar que te fartas, não?

    Todas as pessoas têm direito à indignação, seja de que forma for, e a greve e a contestação na rua é uma delas.
    Se tal não acontecesse no 25 de Abril não tinhas hoje este blog onde escreves.
    E atenção que não sou comunista, nem sou de esquerda.
    Apenas respeito aqueles que trabalham e que querem trabalhar num Portugal Justo.
    Não vou para a rua gritar, mas respeito quem tem necessidade de o fazer.

    Abraço

  8. mlopes
    Published at June 13th, 2008 at 10:03 am

    JP,

    Eu não sou contra a greve. Sou contra o abuso de qualquer liberdade que nos é dada, e em Portugal abusa-se da greve.

  9. mlopes
    Published at June 13th, 2008 at 10:06 am

    Miguel,

    Tem de haver equilíbrio. Não pode haver abuso da força como esta não pode ficar a observar passivamente.

  10. Tiago Sousa
    Published at June 13th, 2008 at 10:15 am

    Estou inteiramente de cordo contigo Mário, não sou contra a greve mas sou contra o vandalismo e a coação, coisa que se tem visto nas últimas greves (pescadores a pararem cargas de pessoas partículares e a despejarem a sua carga, camionistas a apedrejarem camiões).
    Se estas pessoas fossem africanas não faltariam ai as bocas racistas habituais, assim são só pessoas a fazerem greve.
    Se o governo tivesse coragem tinha era enviado polícia para todos aqueles sítios onde haviam milícias para só as deixarem fazer greve.

  11. Carlos Andrade
    Published at June 13th, 2008 at 12:26 pm

    JP,
    Sabes que esta grave era ilegal, certo ? E que a grave dos patrões (lockout) é também iligal, certo ?

    Antes de vir louvar a ‘greve’ convinha saber o que ela é.

  12. ricardo nunes
    Published at June 13th, 2008 at 1:32 pm

    boas mario,

    “Conceber uma moção estratégica para o país demora tempo, requer reflexão.”

    1.a dra ferreira leite, à não muito tempo esteve no governo, numa pasta que é se não a mais importante, será de certeza uma das mais importantes, pouca gente como ela saberá o “verdadeiro” estado do país, logo não creio que precise desse tempo todo para articular o que quer que seja, já para não dizer que quando alguém se apresenta para liderar um partido com tendência a ser governo deve desde logo saber o que quer para esse mesmo país.

    2. governar um país também implica resolver situações que eventualmente poderiam não estar previstas, digo eventualmente porque esta era mais que prevista; mas como dizia, governar implica resolver situações, apresentar ideias, dialogar, chamar à atenção, mesmo nessas circunstâncias em que aparecem surpresas, mas não ouvimos nem uma palavra da boca nem da senhora, nem dos que foram candidatos.

    adoraria ter ouvido o dr passos coelho sobre as suas teorias liberais na resolução desta crise.

    a realidade de não ter-mos ouvido nada desta senhora e destes senhores é pela simples razão que em nada se diferencia a politica destes senhores e senhora da do actual primeiro ministro, para infelicidade do país.

    a verdade é que neste momento só temos um partido que ganha eleições, é o BLOCO CENTRAL.

    quem nos dera que aparecesse alguém de ideias, de confiança, de credibilidade, um Sá Carneiro, infelizmente assassinaram-no e como ele já não há.
    assim sendo resta-nos ver cada vez mais o estado português se vergar a tudo e a todos, a não ter autoridade, a ser um lambe botas da UE e de tratados da treta que atentam contra a própria constituição da republica.

    3.isto não sao as queixas de alguém de esquerda, aliás a esquerda diz e faz asneiras a torto e a direito, mas também não sou liberal, sou um SOCIAL DEMOCRATA, mas do antigamente, para mais até já estive em listas do PPD.

    abraço,

    rjnunes

  13. brecke
    Published at June 20th, 2008 at 9:29 am

    “Em Portugal abusa-se da greve”. Além de mal informado (sigh..), gostava de saber como é que se abusa de um direito consagrado na constituição. Qualquer dia estamos a abusar do sufrágio universal. É só rir.

  14. mlopes
    Published at June 22nd, 2008 at 10:12 pm

    brecke,

    Por mim façam greve à vontade, desde que deixem trabalhar quem o quer fazer.