simple hit counter

Se o PCP ganhasse as eleições…

Esta não é uma estória, é uma história. Uma visão. Um prognóstico. Para bem do futuro deste país, nunca acontecerá.

Se o PCP ganhasse as eleições, eis o que aconteceria a Portugal:

6 meses

  • Aumento da carga fiscal para 60% para a classe média-alta e classe alta;
  • Aumento do salário mínimo para 1000€;
  • Consagração dos contratos de trabalho vitalícios, ficando os empregadores proibidos, excepto por ordem do Estado, de despedir trabalhadores;
  • Diminuição do expediente diário para 6 horas;
  • Declaração de 2 meses de férias por ano obrigatórios para todos os trabalhadores e operários;

1 ano

  • Reforma à Constituição, atribuindo poderes inalienáveis e supra-constitucionais ao Primeiro Ministro;
  • Quebra de produção de 30% fruto das novas leis laborais;
  • Nacionalização de todas as áreas ditas “estratégicas”, desde energia, até escolas e hospitais;
  • Instituição de quotas de produção nas grandes indústrias;
  • Abandono da União Europeia para que se possam prepetuar as políticas comunistas;
  • Abertura do país a todos os emigrantes;
  • Criação da directiva “Oportunidades Iguais”, limitando aqueles que mais produzem como forma de dar “oportunidade” aos que querem entrar no mercado;
  • Bloqueio à importação de produtos de países capitalistas, nomeadamente os EUA, Suiça, Inglaterra, entre outros;
  • Criação de alianças estratégias com Cuba, Rússia, China e Venezuela;
  • Primeira visita diplomática à Coreia do Norte;

2 anos

  • Aumento em 50% do crime, do vandalismo e da destruição da propriedade privada;
  • Início da crise na Segurança Social que não tem capacidade para lidar com tantos imigrantes;
  • Criação de uma polícia secreta PCom, semelhante à CapCom criada na URSS, para garantir que a lei e o Estado é soberanamente respeitado;
  • Crise de desemprego — desemprego atinge os 30%;
  • Declaração de falência/abandono do país por parte dos grandes grupos financeiros;
  • Em nome do “interesse público”, destituição da propriedade privada a todos aqueles que tiverem mais do que “aquilo que necessitam”;
  • Nacionalização de todo o sector finançeiro, desde bancos a seguradoras;
  • Instauração de uma lei de anti-ruralização, obrigando as pessoas a trabalharem no interior de Portugal, à semelhança do que se passa na China;
  • Instauração de uma lei que impede os industriais de pararem de produzir ou de abandonarem o país; A sua aplicação é garantida pela PCom;
  • Início de relações cordiais com a China, sendo permitida a importação de todo e qualquer produto Chinês;
  • Primeira tentativa de um golpe de Estado, tendo o apoio de alguns membros do exército, PSP e cidadãos; Todos os prepretuadores são detidos pela GNR e pela PCom, sendo o seu destino incerto, como aliás aconteceu e acontece na URSS, China, Cuba, etc..
  • Limitada a aquisição de casas e carros a uma/um por família;

4 anos

  • Os grandes industriais, as mentes brilhantes e os verdadeiros trabalhadores abondam o país, pedindo exílio na Europa e nos EUA;
  • Racionalização dos bens essenciais por escassez, tendo cada família uma quota a cada três meses, como acontece em Cuba
  • O país entra numa crise industrial sem precedentes, perdendo a capacidade produtiva;
  • O Estado, declarando estado de emergência pública, nacionaliza todas as empresas e cria um centro de emprego onde todos aqueles com mais de 21 anos são obrigados a alistar-se e a trabalhar onde forem adjudicados;
  • A pobreza atinge agora 70% da população, sendo apenas garantido pelo Governo o mínimo para a sobrevivência;
  • Alteração da constituição para que não sejam necessárias eleições;

Este cenário que aqui descrevi a quatro anos não foi fruto da minha mente criativa. Limitei-me a pegar nos exemplos factuais e verídicos de países que já foram/são comunistas, como a China, URSS/Rússia, Coreia do Norte, Vietname, Cuba, entre outros, e a reproduzi-los em Portugal.

A visão é terrível. Mas tendo em conta que Portugal é o único país da Europa onde um partido comunista tem uma quota superior a 10%, não é de negligenciar. É preciso ler, reflectir e lutar. Lutar para evitar que alguma vez este cenário seja mesmo um retrato do passado.

A todos aqueles que amam a liberdade e o capitalismo, esta é uma mensagem de subliminar importância!


35 Responses to “Se o PCP ganhasse as eleições…”

  1. Luis Matos
    Published at June 10th, 2008 at 11:00 pm

    eheheh … de acordo!

  2. adrelina
    Published at June 10th, 2008 at 11:02 pm

    o que sinceramente não percebi foi a aliança com a Rússia, dado que a Rússia actualmente é tudo menos comunista. é guida por politicas de direita, conservadores e populistas, muito caracteristicas do Yury Luzhkov e continuadas pelo actual Putin.

    agora que a tua visão é um quanto ou tanto (muito até) parcial, sem dúvida alguma.

    mas achei piada :)

    e antes que fique conotado como comunista, não sou. penso que bastará para acreditar, tenho ideia que um comunista costuma afirmar as suas convicções, infelizmente, de um modo muito empáfio :x

    ps: finançeiros deriva do novo acordo ortográfico?

  3. Rui Miguel Silva Seabra
    Published at June 10th, 2008 at 11:07 pm

    Para a paródia ficar completa, só faltou que também comem criancinhas!

    Não me identifico com nenhum partido em Portugal.

    Já agora, enquanto que isso é um cenário hipotético, pode contudo ser comparado com o cenário real do país com os partidos de “centro” (leia-se, desde o CDS/PSD ao PS), que também não é exactamente famoso, e nalguns casos consegue ser pior do que a fantasia anti-democrática aqui apresentada.

  4. mlopes
    Published at June 10th, 2008 at 11:09 pm

    adelina,

    A Rússia não é comunista mas ainda mantém alianças com todos os países comunistas. Será, provavelmente, por simpatia ideológica.

    A minha visão é consideravelmente parcial, mas nada do que disse seria novo. Todas essas medidas (e algumas bem piores) já foram tomadas por países comunistas, limitei-me a agrupá-las.

    Quanto ao “finançeiro”, foi gralha mesmo. Erro meu. Obrigado pela correção.

  5. mlopes
    Published at June 10th, 2008 at 11:13 pm

    Rui,

    Não sei a que fantasia te referes. Todas as medidas que referi foram implementadas por um ou outro país comunista da lista de países que referi.

  6. adrelina
    Published at June 10th, 2008 at 11:21 pm

    não creio. o Rússia Unida, actual partido em poder na Rússia, e que muito provavelmente tão cedo não mudará, penso que nasceu da união de dois partidos que provêm da onda anti-comunista do meio e finais da passada década de 90.

    agora, se estivesses a falar do partido do Gennady Zyuganov aí não colocaria quaisquer reticências…

  7. mlopes
    Published at June 10th, 2008 at 11:23 pm

    adrelina,

    Correcto. Mas não é mentira que a Rússia mantém alianças com vários países comunistas.

  8. robsan
    Published at June 11th, 2008 at 1:17 am

    A maior parte destas medidas deste “importante” alerta nunca seria possível de ser posto em prática sem a oposição do sector privado, do povo, das Forças Armadas e, claro, da União Europeia. É assim estranho para quem se diz europeísta conceber semelhante cenário. Mas é óbvio, isto é apenas troll-bait. De resto, e aparte o cliché da demonização da esquerda, o PCP não tem obviamente capacidade para governar o País. Arrisco-me a dizer que nenhum partido a tem. Pelo menos sozinho. A polarização ideológica é algo muito perigoso…

  9. mlopes
    Published at June 11th, 2008 at 8:16 am

    robsan,

    Atenta à seguinte medida no primeiro ano:

    “Abandono da União Europeia para que se possam prepetuar as políticas comunistas;”

    Não sei porquê tanta admiração. O comunismo é a ditadura do proletariado. O que está aqui descrito é apenas o reflexo dessa ditadura e foram medidas já aplicadas a países comunistas.

    Será que há agora um medo de criticar e desmascarar o comunismo?

  10. Rui Moura
    Published at June 11th, 2008 at 11:14 am

    Curiosamente, mas a um nível de poder bastante inferior, como é o camarário, tenho uma excelente experiência com o PCP.
    Posso mesmo afirmar que o munícipio a que me refiro (Nisa) é, tem, de longe, a melhor gestão a que alguma vez pude assistir. As pessoas são felizes, vive-se consideravelmente bem e tem uma coisa invejável que nunca vi num munícipio do interior (mete interior nisso), um nível de eventos culturais muito, mas muito acima da média. Há cidades grandes que não têm tanto movimento cultural como aquela pequena vila dos confins de Portugal.

    São experiências. Eu não tenho nada contra os senhores …

  11. mlopes
    Published at June 11th, 2008 at 11:29 am

    Rui,

    Uma coisa é *uma câmara* numa *vila rural* no *interior*.

    O PCP não fará mal nenhum enquanto se mantiver com um par de câmaras de não mais do que 6% do índice de votos.

    Deixa-os chegar ao poder…

  12. Ricardo Almeida
    Published at June 11th, 2008 at 1:17 pm

    Talvez devesses tb ler um pouco acerca da subida ao poder dos regimes de extrema direita e a forma como as mentes brilhantes tb fugiram dos paises onde esses regimes foram implementados.
    Estes regimes eram acima de tudo e anti-comunistas e pro-capitalistas é vê o resultado dos mesmos e o que trouxeram ao mundo.
    Faco das palavras do robsan as minhas:
    A polarização ideológica é algo muito perigoso…

  13. mlopes
    Published at June 11th, 2008 at 1:24 pm

    Estes regimes eram acima de tudo e anti-comunistas e pro-capitalistas é vê o resultado dos mesmos e o que trouxeram ao mundo.

    Quais regimes eram mesmo pró-capitalistas? O Partido Nacional-Socialista de Hitler?

    O regime social em nada tem a ver com o regime económico. No Estado Novo era uma ditadura social e um regime economicamente sobreprotector, nada capitalista. Com Hitler também era tudo menos capitalista.

    Mas podes fazer a seguinte observação: olha para todos os países do mundo. Os mais ricos são capitalistas.

  14. Ricardo Almeida
    Published at June 11th, 2008 at 1:41 pm

    Sim tens razao são ricos, mas muito a custa do controlo que foram ganhando pela via de pressões económicas, pressões diplomáticas e quando necessário pela via militar de países com recursos. Essa foi a via a que países como os EUA chegaram ao estado de potência económica.
    Eu não defendo qualquer tipo de extremos, sejam estes de dreita ou esquerda, pois estes no final serao sempre maus para toda a gente.

  15. mlopes
    Published at June 11th, 2008 at 3:02 pm

    Ricardo,

    A Suiça não se envolve num guerra há mais de 500 anos. Não confundir capitalismo com imperialismo/conservadorismo.

    Quanto aos extremos, lá por eu não gostar da extrema-esquerda não significa que goste da extrema-direita. Nunca tal coisa foi referida.

  16. Ricardo Almeida
    Published at June 11th, 2008 at 9:34 pm

    A suíça sempre beneficiou da posição geográfica que ocupa na europa e da sua dualidade política na altura dos grandes conflitos na europa, leia-se I e II grande guerra. Ela beneficiou directa e indirectamente em ambos os conflitos, pois serviu de banco e como meio de lavagem de dinheiro aos países envolvidos.
    A alemanha e frança beneficiaram do plano marshall logo após a guerra e a inglaterra, para além do plano marshall, escudou-se da ruína economica do pós-guerra nas suas colónias e tb da maneira “inteligente” como se descolonizou ao criar a commonwealth. Assim temos basicamente todos os países com as economias mais fortes a nível europeu, que cresceram directa ou indirectamente com uso de pressões económicas, pressões diplomáticas e militares.
    No fundo qualquer regime seja ele de esquerda ou direita, o que interessa é o poder e o dinheiro.
    PS: Eu nao afirmei que defendias a extrema-direita, apenas critico o teu modo de ver o mundo. Há que ver tb o que está mal no capitalismo.

  17. mlopes
    Published at June 11th, 2008 at 10:07 pm

    Ricardo,

    Estamos a divergir na conversa. Em primeiro lugar, não se pode confundir um sistema económico com a política internacional de um país. Em segundo, nunca argumentei que o capitalismo era perfeito. Disse apenas que os países capitalistas eram mais ricos que os não-capitalistas.

    E, já agora, quanto aos pressões da França e da Alemanha, eles não pressionaram, foram pressionados. Aliás, a Alemanha teve, até há bem pouco tempo, tropas Russas do lado Este de Berlim.

  18. Pedro Martins
    Published at June 11th, 2008 at 11:10 pm

    caramba… esse merge de histórico político ignora tantos padrões culturais… a implementação de uma regime comunista na penisula ibérica nunca seria igual a um na américa latina ou na ásia!

    Seria o mesmo que dizeres que o PP ao assumir o poder poder iria implementar um regime ditadurial equivalente ao alemão, italiano, espanhol portugues… algo que na minha visão é falso.

    Não é uma questão de ser apologista deste ou daquele partido, muito pelo contrário, sou a favor da existência de um equilibrio parlamentar e para tal é importante a representação de partidos tanto de esquerda como de direita!

  19. mlopes
    Published at June 11th, 2008 at 11:42 pm

    Pedro Martins,

    Correcto, a representatividade democrática é importante e ninguém se obstou a isso. O que é gravoso é os 11% do PCP e o crescimento da intenção de voto em partidos de extrema-esquerda.

    Curiosamente (não que lamente, pelo contrário) não existe representatividade de partidos de extrema-direita no Parlamento, como existe de extrema-esquerda.

  20. Miguel Duarte
    Published at June 12th, 2008 at 8:27 am

    Mário,

    Já conheces o Movimento Liberal Social (www.liberal-social.org)? Cheira-me que deves ter muitos pontos em comum com o nosso movimento político.

  21. Rui Moura
    Published at June 12th, 2008 at 10:38 am

    Mário, quando referi o exemplo que referi frisei que precisamento o facto de ser uma esfera de poder muito pequenina, lá para o interior do país. Obviamente as coisas mudam de figura quando se sobe na escala, e estou de acordo com a maior parte dos tópicos que mencionaste.

  22. Pedro Lopes
    Published at June 12th, 2008 at 11:05 am

    Isto não passa de FUD.

    Atenção que se nos tornarmos capitalistas vamos: ter ausência de assistência médica para os pobres, ignorar as causas ambientais (ver Quioto), usar as antigas colónias para promover testes nucleares, invadir paises com decisões unilaterais, apoiar ditadores sanguinários em troca de benefícios financeiros.

    Tudo isto foi feito por paises capitalistas, logo é natural que Portugal evolua para isto caso opte pela mesma via. Ridículo.

    O capitalismo está condenado a prazo.

  23. mlopes
    Published at June 12th, 2008 at 11:10 am

    Pedro,

    O capitalismo está condenado a prazo.

    Acho que ouço disso desde que nasci.

    Ser capitalista não implica não ter um Estado social, não implica ignorar as causas ambientais (desde que devidamente provadas e que sustentáveis economicamente — e as energias renováveis são aliás um mercado em crescimento que pode ser explorado pelo capital) e não tem absolutamente nada a ver com invasão de países. Pelo contrário, os defensores do liberalismo/capitalismo defendem a intervenção militar apenas como defesa.

  24. Pedro Lopes
    Published at June 12th, 2008 at 11:35 am

    Só mencionei aqueles exemplos para veres o ridículo que é prever o futuro com base no que outros fizeram. Cada caso é um caso e o teu texto original não passa de FUD.

    O capitalismo tem dois problemas importantes:

    - Funciona bem apenas para o que é popular. As questões “secundárias” são passadas a segundo plano. Isto é, há uma linha de corte importante que divide a sociedade. O capitalismo não é igualitário.

    - Aquele que é mais importante - pressupõe um crescimento constante. Isto é, pressupõe a existência de um sistema em desiquilibrio constante. Irrealista como se tem tornado visível nos últimos anos.

  25. mlopes
    Published at June 12th, 2008 at 11:40 am

    Pedro,

    Explica-me por favor o que é um sistema igualitário.

    Se pressupõe que somos todos iguais e conseguimos todos o mesmo, então não obrigado, ainda bem que não é “igualitário”.

    Se te referes a igualdade de oportunidades, em particular quanto a saúde e educação, reitero aquilo que disse: o capitalismo não é contra um Estado social que apoie quem efectivamente precise.

  26. Pedro Lopes
    Published at June 12th, 2008 at 12:12 pm

    Um sistema igualitário é um sistema onde não existem prioridades em função do lucro.

    Por exemplo, num sistema capitalista, pessoas com doenças raras vão ter muita dificuldades em ver investigação financiada sobre essas doenças raras.

    Falei em doenças mas posso falar em educação, transportes, etc. Basicamente os serviços sociais que seriam eliminados por um estado capitalista caso não gerassem lucro.

    Há uns tempos assisti no Reddit a uma discussão curiosa sobre o que fazer quando se tem uma doença grave nos EUA. Que seguradora escolher, qual o melhor estado, onde trabalhar?

    O principal conselho foi - muda-te para a europa. ;-)

    Agora, se para ti os estados europeus são capitalistas… estamos a falar de outro capitalismo.

  27. mlopes
    Published at June 12th, 2008 at 12:19 pm

    Se não há interesse económico em investigar determinada área, o Estado serve precisamente para isso — para colmatar as áreas onde há necessidade mas não há interesse económico.

    Eu sou adepto do capitalismo laissez-faire mas estou longe de ser liberal, considerando que o Estado pode e deve intervir nas situações que enunciaste.

    Embora capitalista, sou também social-democrata e defendo a existência de um Estado social mas para aqueles que realmente precisam.

  28. Pedro Lopes
    Published at June 12th, 2008 at 12:24 pm

    A saúde foi um mau exemplo.

    Estarias disposto a financiar uma escola com 2/3 alunos e o transporte para esses alunos?

    As tuas posições são inconsistentes porque teóricas. Basicamente juntas o que há de bom nos vários modelos, sem explicar como os financiar. Um estado capitalista é incompatível com o que dizes.

  29. mlopes
    Published at June 12th, 2008 at 12:40 pm

    Estarias disposto a financiar uma escola com 2/3 alunos e o transporte para esses alunos?

    Depende dos alunos. Se fossem alunos com plena capacidade, não. Disponibilizaria deslocamento ou então alojamento perto de uma escola, dependendo da idade dos mesmos.

  30. Grumbler
    Published at June 15th, 2008 at 9:26 am

    Sendo que o programa eleitoral do PCP em que este projecto está escrito encontra-se em…. ?

    Ou será que o Mário teria a amabilidade de partilhar connosco os documentos secretos a que teve acesso para poder apresentar tal cenário?

  31. mlopes
    Published at June 15th, 2008 at 1:21 pm

    Caro Grumbler,

    A ideologia do PCP é o marxismo-leninismo. O grande objectivo do comunismo marxista-leninista é a ditadura do proletariado via dois estados, alcançando o capitalismo burguesista para que depois se possa dar a revolução comunista.

    Olhando para todos os países comunistas do passado, o que eu descrevi foi o desenrolar. O efeito causa-consequência. Nada do que escrevi foi fruto da minha imaginação, volto a repetir.

  32. lateralus
    Published at June 16th, 2008 at 8:52 am

    o que falta ao PCP é uma pitada da IV Internacional.

  33. Grumbler
    Published at June 17th, 2008 at 11:20 am

    Carissimo Mario Lopes, o marximo leninismo ao contrário do que o Mário refere não é a ditadura do proletariado, sendo tal apenas um meio para se atingir um fim, ou seja o desvanecimento do estado. É verdade que muito se tem confundido o meio com o fim, mas tal não torna correcto afirmar que esse é o objectivo da ideologia.

    Por outro lado, não é correcto afirmar que existiram paises comunistas pois não só os mesmos nunca se afirmaram como tal, como indicaram que estavam a construir o socialismo. Podemos aqui discutir se tal construção era honesta ou não, ou até afirmar que os partidos que estavam à frente desses paises eram partidos comunistas (pelo menos de nome, o que nem sequer era o que ocorria por exemplo na ex-RDA) agora não me parece de todo correcto confundir um modelo social que implica o desvanescimento do estado com um modelo social que (supostamente ou não) se propõem ser uma transição para tal modelo.

  34. brecke
    Published at June 19th, 2008 at 3:16 pm

    É só rir. Tens de fazer outro post a descrever o país das maravilhas em que nos tornaríamos se fosse o PP a ganhar. A sério. Mas não a 4 anos, a 40, que é para incluir o descobrimento da poção da juventude.

  35. Luis Mateus
    Published at July 13th, 2008 at 3:01 pm

    O maior erro das sociedades é o esquecimento. O que foi o PREC no nosso Portugalzinho se não a derradeira tentativa do PCP e da esquerda não democrática tomar o poder pela força, não respeitando os resultados das eleições que deram vitória ao PS?
    Pois, agora são lobos em peles de cordeiro… mas dêm-lhe uma pitadinha de poder e veja-se o resultado.

    Ah, e a declaração do PCP acerca da libertação de Ingrid Betancourt?
    E a sua ausência da moção parlamentar que visava uma condenação moral às FARC e um regozijo pela libertação de Ingrid?
    E o lugar de convidado de honra que as FARC ocupam todas as Festas do Avante?

Leave a Comment

Comments for this post will be closed on 13 July 2009.