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Barões? Quais Barões?

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Acho curioso falar-se de barões no PSD e iniciar-se o fracturante sectarismo mais típico das guerrilhas BE vs PCP.

O PSD não é feito de barões. É feito de pessoas em diferentes classes sociais e económicas (e daí a referência de Manuela Ferreira Leite ao PSD ser um partido interclassista), algumas das quais com um passado político notável. “Barão” é a forma gratuita e barata de nos referirmos a alguém com um passado político acreditado por iniciativa própria ou mesmo demanda popular e tentar denegrir essa imagem, dando a ideia, puramente semântica, que são colocados num pedestal inacessível ao comum. “Barões”, não parece mas é, foram aqueles sujeitos a sufrágio democrático onde lhes foi depositada a confiança da população e em que ganharam algum cargo governativo. “Barões”, acusam eles, são afinal aqueles que efectivamente fizeram algo mais do que falar.

Quando não se dispõe de um passado creditado com boas ou mesmo más iniciativas, o fácil é apelar ao populismo bacôco e repetir incessantemente que o “pôvo” e as “bases” é que mandam, tentando matar dois coelhos de uma só cajadada: tirar mérito àqueles que têm passado político no PSD pois tornam-se barões e se distanciam do pôvo e imprimir uma espécie artifical de virtude por ter passado nenhum.

Manuela Ferreira Leite não é dos barões ou das bases. Não é dos advogados nem dos amigos. Não é do tio nem do cunhado. É de todos e para todos os Portugueses.


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