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Paradoxos

Por sua vez, Passos Coelho criticou “a obsessão do défice que existe desde 2002″, considerando que está “a destruir a economia, as empresas e o emprego” e que se anda “há sensivelmente sete anos a tentar resolver o problema com medidas temporárias, provisórias”.

A obsessão pelo défice e pelo controlo da despesa é o panteão do liberalismo e dos conservadores e das políticas monetárias de Milton Friedman. Aliás, essa obsessão é alvo de críticas por muitos economistas keynesianos, afirmando que é normal o país ter défice controlado, o que é não é normal é toda uma economia girar em torno disso.

Pedro Passos Coelho, assumidamente liberal e individualista, critica ele mesmo aquele que é um dos resultados práticos das suas ideologias — a obsessão pelo controlo do défice.

Racionalidade crítica ou a crítica pela crítica?


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