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Crentes mais felizes que ateus?

People who believe in God are happier than agnostics or atheists, researchers claimed yesterday.

A report found that religious people were better able to cope with disappointments such as unemployment or divorce than non-believers.

Se este estudo for efectivamente verdade (isto é, comprovado por outros estudos) então uma das ideias basilares e comuns a todas as religiões está cumprida: tornar as pessoas mais felizes.


30 Responses to “Crentes mais felizes que ateus?”

  1. MV
    Published at March 19th, 2008 at 2:43 am

    Os bebados tb sao mais felizes durante a bebedeira.

    – MV

  2. LSantos
    Published at March 19th, 2008 at 8:55 am

    lol :D é impossível bater a resposta do MV :-)

  3. Bruno Miguel
    Published at March 19th, 2008 at 12:49 pm

    Isso não é uma fala do House?

  4. Luis Miguel Silva
    Published at March 19th, 2008 at 2:24 pm

    Faz todo o sentido, “ignorance is a bliss”.

    Se acreditares que tens algo a que te agarrar (mesmo sem veres essa coisa) ficas pronto para tudo…

    O problema é quando és crente e, após uma grande adversidade, te tornas ateu!

    O teu mundo vem abaixo ;o)

    Hugz,
    Luís

  5. ricardo nunes
    Published at March 19th, 2008 at 3:18 pm

    MV tb andará mais feliz? agora que deixou as lides políticas?!

    Existem n estudos que mostram que o cérebro humano tem uma área “reservada” apenas à religião ou a algo transcendental.

    claro que o MV e o Richard Dawkins não a têm ;)

    já agora se me permitem, aconselho um óptimo livro para lerem, escrito por um físico do MIT:

    The Science of God: The Convergence of Scientific and Biblical Wisdom by Gerald L. Schroeder.
    http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0684837366/thesecularweb/

    existe a versão em PT da EUamerica.

    e claro tb existe a teoria que tudo nasceu na Sumeria, através dos Anunnaki ;)

    cumps,

    rj

  6. Miguel
    Published at March 19th, 2008 at 3:55 pm

    O que o MV quer dizer e bem é que não é por uma coisa fazer bem que a torna mais ou menos verdadeira. Não acredito que os religiosos devam olhar para este estudo e verem nele razão para acreditar mais ou menos. O estudo não infere sobre a verdade das religiões. Se eu for cientologista também irei ser mais feliz?

  7. MV
    Published at March 19th, 2008 at 4:15 pm

    >MV tb andará mais feliz? agora que deixou >as lides políticas?!
    >

    Até te respondia, nao fosse teres começado logo pelo obvio ataque ad hominem. Assim só me resta dar troco na mm moeda e dizer-te para voltares lá para as tuas teorias da conspiração…

    – MV

  8. ricardo nunes
    Published at March 19th, 2008 at 6:28 pm

    MV e a sua arrogância habitual.

    começa por chamar bêbados a biliões de pessoas deste planeta, só porque e pasme-se, ele tem uma opinião e os outros têm obrigação de a seguir, ou seja são bêbados se têm a veleidade de achar que é possível acreditar em algo para além do dinheiro e o narcisismo da actual sociedade.

    enfim….

    quanto às minhas teorias da conspiração, era bom que fossem teorias, infelizmente não creio que o sejam!.

    de qualquer forma acho que o MV deveria ir ao dicionário ver o que quer dizer Conspiração.

    cumps,

    RJ

  9. Miguel
    Published at March 19th, 2008 at 7:05 pm

    Ricardo, não creio que o MV tenha chamado bêbados a biliões de pessoas. Existe o conceito de analogia e ele usou-a.

  10. MV
    Published at March 19th, 2008 at 7:48 pm

    >MV e a sua arrogância habitual.
    >

    Eheheheh!, brilhante…

    Eu faço uma analogia, não teço comentarios, não me refiro a ninguem.

    Tu trazes para a discussao a vida pessoal das pessoas (felicidade e lides “politicas”) e adicionas o insulto (partes do cerebro que eu nao admitidamente nao possuirei).
    Ainda retiras ilacções não se sabe
    bem de onde (”ele tem uma opinião e os outros teem obrigação de a seguir”, qd nada no comentario original induz a isso)

    E eu é que sou arrogante?
    Brilhante…. És do clube de fans, tá visto…

    — MV

  11. António Manuel Dias
    Published at March 19th, 2008 at 11:38 pm

    O estudo também diz que as pessoas religiosas tendem a não procurar tanto um novo emprego quando ficam desempregados e que os países com um eleitorado mais religioso têm subsídios de desemprego mais baixos. Não me parece que isso seja muito abonatório para as pessoas com a tal área especializada do cérebro…

    Quanto à convergência entre a ciência e a religião mencionada acima, fico satisfeito por um cientista ter finalmente chegado à conclusão de qual a verdadeira religião — a judaica (ou, com um pouco de ginástica, a judaico-cristã-muçulmana). Não se esqueçam de informar todas as outras que estão a idolatrar falsos deuses estando, por isso, condenados ao fogo eterno.

  12. mlopes
    Published at March 20th, 2008 at 12:17 am

    António,

    Eu não ia intervir porque a festa está interessante, mas não posso deixar passar essa mentira óbvia.

    O artigo não diz que os crentes não procuram um emprego quando ficam desempregados, diz que as pessoas tendem a reagir melhor, coisa que é diametralmente diferente.

  13. João Silas
    Published at March 20th, 2008 at 1:12 am

    “Os bebados tb sao mais felizes durante a bebedeira.”

    Não poderia eu de maneira nenhuma dizer melhor.

  14. mlopes
    Published at March 20th, 2008 at 1:50 am

    E já agora MV, qual é mesmo o teu problema com os ataques ad hominem?

    Posso-te recordar os teus comentários num post meu em que falo de 6 meses nos EUA?

    Pelas tuas palavras, fui/sou “irónico, cínico e esquizofrénico” apenas porque elogiei a Europa e critiquei (com conhecimento de facto, de ter vivido lá!) alguns aspectos dos EUA.

    E, diga-se, os teus ataques foram ainda mais graves porque para além de “ad hominem” vinham anexados a xenofobia de extrema-direita. “Imigrante não pode falar mal!”

  15. António Manuel Dias
    Published at March 20th, 2008 at 1:24 pm

    Mário, devo ter sido eu que li mal:

    Believers, for example, were less likely to look for a new job if they were out of work.

    Countries with a more religious electorate had lower unemployment benefits.

    in Believers are happier than atheists

  16. António Manuel Dias
    Published at March 20th, 2008 at 1:32 pm

    Já agora, o artigo continua:

    The study, Deliver Us From Evil: Religion as Insurance, found that less than a sixth of churchgoers in Britain believe it is better to divorce than stay in an unhappy marriage.

    The authors of the study said: “Religion tempers the impact of adverse life events.”

    O que, no contexto, tem praticamente o mesmo sentido que o Mário Valente referiu no primeiro comentário. Ou seja, a religião funciona como uma droga — não resolve os problemas das pessoas, mas faz com que elas não lhes liguem tanta importância.

  17. ricardo nunes
    Published at March 20th, 2008 at 3:19 pm

    “Quanto à convergência entre a ciência e a religião mencionada acima, fico satisfeito por um cientista ter finalmente chegado à conclusão de qual a verdadeira religião — a judaica (ou, com um pouco de ginástica, a judaico-cristã-muçulmana).”

    boas António,

    relativamente à tua crítica, eu já li este livro à bastante tempo, como tudo é obviamente criticável de n pontos de vista, incluindo os cientificos e os que mencionas, mas na realidade o que o fisico do MIT fez, sendo ele Judeu, foi tentar encontrar ligações entre o que a ciência sabe hoje em dia e o que se encontrava escrito, especialmente na Tora (antigo testamento), e ele não afirmou que essas semelhanças aparecem só nas religiões monoteistas, as outras religiões tb contam histórias bem mais fantasticas, incluindo de seres que nos visistaram ou de guerras entre eles, como são os casos dos Sumérios, dos Indianos com o seu Bhagavad Gita e por exemplo os Dogon, entre outras situações, simplesmente o autor do livro optou por falar de algo que ele conhecia, o que me parece lógico.

    Já que se fala agora nas notícias a própria “mitologia” tibetana é super rica.

    Já agora parece-me tb interessante o que afirmou o pai da bomba atómica, Oppenheimer,um grande amante de textos antigos hindus,é que ele achava que esta não tinha sido a primeira vez que uma arma nuclear havia sido despoletada no planeta Terra.

    http://www.videosift.com/video/Robert-Oppenheimers-thoughts-after-first-atomic-explosion

    É que no Bhagavad-Gita existem descrições como que tiradas a papel químico das descrições dos japoneses após os ataques a Hiroshima e Nagasaki.

    “We knew the world would not be the same. A few people laughed, a few people cried. Most people were silent. I remembered the line from the Hindu scripture, the Bhagavad-Gita; Vishnu is trying to persuade the Prince that he should do his duty, and to impress him, takes on his multi-armed form and says, ‘Now I am become Death, the destroyer of worlds.’ I suppose we all thought that, one way or another.’”

    cumps,

    rj

  18. Miguel
    Published at March 20th, 2008 at 3:19 pm

    Embora acredite que os resultados do estudo reflectem a sociedade, o nome do estudo é bastante duvidoso e abre a hipótese de parcialidade. Quem quer fazer um estudo parcial não dá um nome como “Deliver us from evil: religion as an insurance”

  19. Miguel
    Published at March 20th, 2008 at 3:20 pm

    Embora acredite que os resultados do estudo reflectem a sociedade, o nome do estudo é bastante duvidoso e abre a hipótese de parcialidade. Quem quer fazer um estudo imparcial não dá um nome como “Deliver us from evil: religion as an insurance” que à partida dá uma ideia do resultado que se espera.


  20. Published at March 20th, 2008 at 11:52 pm

    “Ignorance is bliss”, portanto. Tal como o Cypher, trocam a verdade, o conhecimento e uma vida real e com significado efectivo por um pouco de conforto fundamentado em ilusão.

    Continua assim a ser cumprido o verdadeiro propósito da religião: manter no breu da ignorância, receosos das labaredas Inferno, legiões de pessoas que podiam tomar as suas vidas nas suas mãos e recusar a sujeição e exploração.

    Religion is excellent stuff for keeping the common people quiet.
    -Napoleon Bonaparte

  21. mlopes
    Published at March 22nd, 2008 at 7:19 pm

    Miguel,

    Concordo. O nome não é o mais adequado.

    António,

    Não me parece que as conclusões do estudo façam muito sentido. Os EUA foram a maior potência mundial dos últimos 20 anos e sempre foram um país muitíssimo religioso. Se isso fosse verdade (os religiosos fossem mais laxistas) poderiamos encontrar uma correlação entre países muito religiosos e a sua economia, admitindo não existirem grandes disníveis causados por excesso de recursos.

  22. António Manuel Dias
    Published at March 23rd, 2008 at 12:11 am

    Pois, eu também não confio nestes estudos, principalmente quando não tenho acesso directo a eles. Também penso que o estudo não tem qualquer importância. Independentemente de fazer as pessoas mais ou menos felizes (o que é subjectivo e há-de variar com as pessoas), a religião é uma mentira (ou pelo menos não podem ser todas verdade). Viver na mentira pode fazer-nos felizes, mas eu prefiro ser infeliz e saber a verdade.

    De qualquer forma, foste tu quem trouxe o artigo à baila…

  23. mlopes
    Published at March 23rd, 2008 at 12:15 am

    António,

    Tu és livre de achar que é uma mentira, tal como os crentes são livres de achar que é uma verdade. Da mesma forma que a Igreja não pode voltar a praticar a Inquisição, também os ateus deverão parar com a vontade fascista de extreminar a religião.

    Por fim, dizer que “sabes a verdade” vale tanto como os vendedores de Bíblias que batem à nossa porta para nos mostrarem a luz.

    Quem diria que o ateísmo se estava a tornar uma religião…

  24. António Manuel Dias
    Published at March 23rd, 2008 at 12:24 am

    Ricardo Nunes, tocaste nos problemas mais fáceis de atacar da religião:

    (1) Por um lado, sendo todas diferentes, possuindo lendas diferentes (embora possam todas ter derivado da mesma origem, não se sabe), não podem, evidentemente, ser todas verdade. Assim, como escolher a verdadeira fé?

    (2) Sendo a literatura e imaginário religiosos tão vastos, é fácil encontrar uma qualquer citação que se aplique eficazmente a praticamente todas as situações em que um ser humano se possa encontrar. No entanto, mais uma vez, isso não tem qualquer influência sobre a probabilidade da existência, ou não, de uma divindade.

  25. mlopes
    Published at March 23rd, 2008 at 12:32 am

    António,

    Reparo que tentas constantemente vender a história da religião como algo que deveria ser uma verdade universal. Das primeiras coisas que aprendi é que a religião, retretando Deus, perfeito, à forma do homem, imperfeito, é claramente imprecisa e imperfeita. Como tal, também o são as histórias, lendas, evangelhos ou o que lhes queiras chamar.

    A Bíblia e a história das religiões devem ser interpretadas como histórias e não como relatos históricos. Foi isso que sempre ouvi, foi isso que sempre me ensinaram.

    O que é verdadeiramente importante são os valores transmitidos pelas religiões (extremismos à parte, até porque o Corão condena a vingança e a morte, ao contrário do que os Talibans querem tentar passar), nomeadamente a bondade, humanismo, hombridade, respeito pelo próximo.

    Infelizmente, na nossa faceta de imperfeitos, nem sempre sabemos cumprir esses valores. Mas continuo a achar, como te disse, que o saldo tem sido positivo.

  26. António Manuel Dias
    Published at March 23rd, 2008 at 1:06 am

    Mário,

    Qualquer afirmação só pode ter um de dois estados: ou é verdade ou é mentira. Não pode ser as duas coisas simultaneamente. Assim, por mais que não interpretemos literalmente as lendas e escrituras de cada religião, o facto de uma dizer que só existe um Deus, outra dizer que esse mesmo Deus teve um filho que veio à Terra e morreu crucificado e outra dizer que existem vários Deuses, só para me referir às três maiores (embora a versão do hinduismo seja uma rude simplificação desta religião), quer dizer que é logicamente impossível que sejam todas verdade. Isto já para não falar das crenças animistas ou do vasto panteão de deuses greco-romanos ou egípcios, por exemplo.

    Também não é por haver muita gente a repetir uma lenda que ela se torna verdade. Podemos ter todo o mundo a dizer que o Sol gira em torno da Terra, que não faz que a Terra deixe de orbitar o Sol. E não adianta entrar em relativismos, afirmando que, para um ser humano, é ele que está parado e o Sol que se move à sua volta — a realidade não se altera por isso.

    Finalmente, se o que é verdadeiramente importante na religião são os valores, então acabemos de vez com a superstição e fiquemos só com estes, já que são igualmente válidos fora da religião.

  27. ricardo nunes
    Published at March 23rd, 2008 at 1:55 pm

    @António Manuel Dias

    Ia escrever algo sobre o teu comentário ao meu, mas depois li o que o Mário escreveu e é o que eu iria dizer.

    “O que é verdadeiramente importante são os valores transmitidos pelas religiões (extremismos à parte, até porque o Corão condena a vingança e a morte, ao contrário do que os Talibans querem tentar passar), nomeadamente a bondade, humanismo, hombridade, respeito pelo próximo.”

    @Mario Lopes

    “A Bíblia e a história das religiões devem ser interpretadas como histórias e não como relatos históricos. Foi isso que sempre ouvi, foi isso que sempre me ensinaram.”

    é relativo, uma vez que a Bíblia menciona quer pessoas quer locais que na realidade existiram ou ainda existem, embora hoje com nomes diferentes.

    Até o próprio Jesus é considerado por n especialistas com tendo existido.

    Por exemplo ainda hoje a ciência não conseguiu explicar o “shroud of Turin”
    http://news.nationalgeographic.com/news/2004/04/0409_040409_TVJesusshroud.html

    Existem cientistas que o analisaram e que chegaram à conclusão que a imagem que nele se encontra ficou assim marcada no pano como se de uma radiação se tratasse, até comparam com as imagens criadas pela enorme luz resultante das explosões em Nagasaki e Hiroshima.

    cumps,

    rj

  28. mlopes
    Published at March 23rd, 2008 at 2:23 pm

    Qualquer afirmação só pode ter um de dois estados: ou é verdade ou é mentira. Não pode ser as duas coisas simultaneamente.

    Isso não é verdade. Existem dúvidas, incertezas, meias verdades, meias mentiras. Atirar tudo isto para um plano binário de preto ou branco é tirar muita cor à vida. As teorias não são verdades até serem provadas.

    Da mesma forma, nem tudo na Bíblia é para ser interpretado como verdade. Existem pilares basilares da Bíblia que eu acredito, como são a vinda de Jesus Cristo à terra, o facto de ser Filho de Deus, a sua crucificação, a sua ressurreição.

    Não existe nada que prove factualmente que a ressurreição ocorreu efectivamente. Mas também não existe nada que prove que não aconteceu. Existem testemunhos que levam a crer a primeira. Cabe a cada um e à sua fé acreditar ou não.

    Também não é por haver muita gente a repetir uma lenda que ela se torna verdade.

    Suponho que para ti seja necessária uma observação empírica da observação de Deus. É perfeitamente normal. Para todos os outros, existe algo que se chama fé.

    Paralelamente a isso, eu não preciso que existam milhares de pessoas a acreditarem em Deus para que eu acredite também.

    Finalmente, se o que é verdadeiramente importante na religião são os valores, então acabemos de vez com a superstição e fiquemos só com estes, já que são igualmente válidos fora da religião.

    Jesus veio à terra celebrar a Nova Aliança e ensinar uma matriz de valores a todos os seus apóstolos. É essa a verdadeira missão, que é protagonizada por uma Entidade, a Santíssima Trindade (Pai, Filho, Espírito Santo).

    Não obstante essa matriz de valores, existem marcos na Bíblia que os seus crentes acreditam como é a vinda de Jesus e o facto de este ter sido efectivamente o Filho de Deus. Agora, se o Apocalipse termina realmente com o Arcanjo Gabriel a abrir as portas do abismo, isso já são outras histórias. Eu interpreto-as como isso mesmo, histórias figurativas e épicas. Tu podes interpretar como quiseres. O pluralismo é bonito.

  29. Miguel
    Published at March 24th, 2008 at 5:08 pm

    ” Por exemplo ainda hoje a ciência não conseguiu explicar o “shroud of Turin” ”

    Ricardo, primeiro que tudo os cientistas não precisam explicar o “shroud of Turin” porque ninguém consegue provar que aquilo é paranormal ou é sequer o manto fúnebre de Jesus. Não acho que dê mais ou menos veracidade ao manto de Turin o facto de os cientistas não saberem como ele foi criado, comparar a imagem ao resultado de uma bomba atómica pelos efeitos de uma possível radiação é no mínimo absurda sem os tais factos que os cientistas não conseguem chegar…


  30. Published at March 24th, 2008 at 7:08 pm

    mlopes> Isso não é verdade. Existem dúvidas, incertezas, meias verdades, meias mentiras. Atirar tudo isto para um plano binário de preto ou branco é tirar muita cor à vida. As teorias não são verdades até serem provadas.

    Essa versão do método científico está muito (convenientemente) enviesada. As teorias *nunca* são verdades. Uma teoria é uma explicação mais ou menos bem aproximada à realidade. E o ponto original, segundo o entendi e me parece relevante para a discussão, é que a realidade é só uma e portanto duas afirmações *opostas* acerca da realidade não podem ser acertadas. (e atenção: teorias não são afirmações)

    mlopes> Não existe nada que prove factualmente que a ressurreição ocorreu efectivamente. Mas também não existe nada que prove que não aconteceu. Existem testemunhos que levam a crer a primeira. Cabe a cada um e à sua fé acreditar ou não.

    Isto é acertado. Desde que seja claro que estás a falar de fé (”sim, acredito nisto sem ter qualquer base sólida para o fazer”). Não metas é o método científico (travestido) ao barulho. E dizer “não há provas mas também não existem provas do contrário” e “existem testemunhos” continua precisamente no âmbito da fé, já que o método científico exige evidências é a quem faz afirmações. Isto é essencial: o ónus da prova está sobre quem afirma!

    mlopes> Suponho que para ti seja necessária uma observação empírica da observação de Deus. É perfeitamente normal. Para todos os outros, existe algo que se chama fé.

    Bom, todos os outros *que não precisam de evidências para acreditar em algo*. Isto é, os grupos em causa não se compõem pelo António Dias vs “todos os outros” mas sim pelos pensadores-críticos-que-aplicam-o-método-científico vs “todos os outros”.

    mlopes> O pluralismo é bonito.

    É bonito até se atravessar no caminho da verdade. Nessa altura as afirmações erradas ou infundadas devem dar lugar a outras que descrevam a realidade de forma mais aproximada. Disso depende o progresso.

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