Inacreditavel!
- Published April 21st, 2007 in Internacional
E’ quando vejo este tipo de coisas que questiono o meu apelo constante ‘a paz e penso, seriamente, se nao deveria ser o Ocidente a iniciar a “Guerra Santa” e aniquilar os extremistas (seja eles de que religiao forem).
12 anos?!




E depois iriamos ser iguais ou piores do que eles. Não é assim que se resolvem as coisas. Poderás dizer que também não é com a voz, mas assim não é de certeza.
E não te esqueças que os talibans são um produto dos americanos. Muito do ódio que os árabes têm pelos americanos é culpa dos próprios americanos.
E os americanos estão-se a tornar uns fundamentalistas religiosos quase tão perigosos como os árabes fundamentalistas. Essa “guerra santa” de que falas só iria confirmar isso e só iria piorar as coisas, porque no dia em que isso acontecesse (e de certa forma ja acontece com as incursões no Iraque e etc) aqueles que ainda não são fundamentalistas provavelmente também o iriam passar a ser.
Tiago,
A Guerra Santa e o extremismo antecedem os americanos. Os americanos certamente catalizaram um sentimento de violência, mas este sempre existiu. Está escrito no Corão que um dia virá a Guerra Santa e o Corão tem 1400 anos.
Infelizmente, não há forma de dialogar com extremistas. Podes acalmá-los, mas nunca anulá-los pela via pacífica. Também eu gostaria que existisse essa via mas, simplesmente, não existe.
Pegando agora no teu último parágrafo, se pensarmos de forma estritamente racional e um pouco económica percebemos que as motivações por detrás de algumas acções americanas estão relacionadas com o dinheiro. No caso dos extremistas religiosos, é algo meta-físico ainda mais forte que o dinheiro. E, curiosamente, quando a motivação é o dinheiro acaba por existir, mais cedo ou mais tarde, uma regulação natural das coisas. Um governo sai, outro entra, entra alguém mais honesto, etc.. Já com o extremismo religioso este é propagado de geração em geração e até miúdos de 12 anos, sem saberem minimamente o que estão a fazer, decapitam pessoas. É triste.
Muito pouco extremista da tua parte…
Gosto realmente dessa “American way of thinking”.
Podemos voltar às Cruzadas e à Inquisição, porque não?
Já agora, esses “extremistas” que sugeres que sejam eliminado, quais são os teus critérios para os classificar? A partir de que ponto é que se é extremista?
Vá, o meu post é para ser lido com um grain of salt.
Não defendo agarrar nas armas e atacar, até porque sou totalmente contra qualquer morte. A questão é: os extremistas estão cada vez mais perigosos e com maior potencial bélico. Segundo eles, deverá haver uma Guerra Santa.
Onde eu quero chegar é que começo a achar não há efectivamente maneira pacífica de lidar com eles. Esse artigo que referi deixou-me totalmente enojado. Para quem não leu, um miúdo de 12 anos cortou a garganta a uma presumível espião e, depois, vai lá terminar o trabalho e decapita-o enquanto grita “Deus é grande”. Que raio de Deus aceita uma morte? O meu não aceita.
E isto é um miúdo de 12 anos.
Ou seja, emoções à parte, há alguma forma pacífica de lidar com os extremistas, principalmente os do médio-oriente?
De facto as coisas são completamente diferentes. Nos EUA, os miúdos de 12 anos não são preconceituosos e não matam por motivos religiosos/políticos. É só porque lhes apetece. E também não usam facas, usam metrelhadoras e caçadeiras que são muito menos violentas e matam muito mais.
Sérgio,
Mortes acontecem em todo o mundo. Mas os motivos por detrás delas não são tão obtusos como aqueles que motivam um miúdo de 12 anos a matar em nome de Deus.
Há 4 dias um Sul-Coreano matou 32 pessoas na Virginia Tech. São 32x mais pessoas. A diferença? É um caso isolado e o que o motivou a fazer tal coisa eram claramente problemas psicológicos. Isto tudo agravado pelo facto de ele estar no Texas e facilmente ter acesso a uma arma.
A diferença para os extremistas do médio oriente e que isto são casos isolados, mas os extremistas transmitem a sua ignóbil crença geração para geração, até que miúdos de 12 anos acreditam e são incitados a fazer isso.
mlopes,
O Gandhi conseguiu muito renunciando por completo à violência.
É dado provado, pela História, que a violência apenas gera mais violência.
Acontece exactamente isso no Iraque, na Palestina, na Tchechnia e em muitos outros lugares deste nosso triste e violento Mundo.
Pedro,
Respeito muito as tuas intervenções, mas a menção ao Ghandi é puro lirismo.
O Ghandi combateu o imperialismo inglês. Ora, precisamente nesta altura começam-se a perder bastantes colónias, não sendo exclusivo da África do Sul e da Índia. Adicionalmente, as razões que motivam o imperialismo são muitas, mas nenhuma tão obtusa como a que motiva matar em nome de Alá, dizem eles.
Por fim, a frase da “violência gera mais violência” é também lírica. Os aliados podiam ter ficado quietos e esperar que a Alemanha invadisse toda a Europa. Entregavam as armas e morria bastante menos gente (apenas os Judeus?).
Em suma, embora eu também queira que o mundo seja só paz, começo a chegar à triste conclusão que para se obter paz o caminho nem sempre é o mais ortodoxo e pacífico.
“A Guerra Santa e o extremismo antecedem os americanos. Os americanos certamente catalizaram um sentimento de violência, mas este sempre existiu. Está escrito no Corão que um dia virá a Guerra Santa e o Corão tem 1400 anos.”
Também devia ter especificado melhor o que disse. Referia-me ao ódio mais recente. Deve-se muito aos EUA e aos Isrealitas. Não digo que os Judeus não tenham direito ao território deles, mas hás de reparar que antes da questão de Israel e das pressões por parte dos EUA relativamente ao petróleo não terias tantos extremistas como tens actualmente (no inicio do século 20 p. ex.). Nunca li o corão, e não digo que não existam lá essas referências, mas se não fosse por todas estas causas se calhar não haviam pessoas que o interpretassem de forma tão extrema.
“Por fim, a frase da “violência gera mais violência” é também lírica. Os aliados podiam ter ficado quietos e esperar que a Alemanha invadisse toda a Europa. Entregavam as armas e morria bastante menos gente (apenas os Judeus?).”
Espero fazer-me entender, mas estamos a falar de coisas um pouco diferentes. Tal como eu já disse, muito do ódio crescente dos árabes extremistas pelo ocidente tem sido causado por outros eventos. O caso da Alemanha nazi foi fruto da mente de uma pessoa que odiava por causa de uma obsessão estúpida com a raça (poderia-se dizer quase “só porque sim”), e que teve habilidade suficiente para convencer um país inteiro a dar-lhe poder. Acho que não consegui explicar muito bem o que pretendia, mas espero que me tenha feito entender.
Tiago,
Da mesma forma que Hitler e os Extremistas não têm nada a ver, também os Extremistas não têm nada a ver com Ghandi! Era onde eu queria chegar :-)
Não vai ser com conversação, a usar mantos brancos e a falar para as pessoas que se vai conseguir mobilizar os extremistas a não serem extremistas. Antes fosse assim.