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Tecnonov 2007

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E ontem decorreu o evento Tecnonov 2007 na FNAC do Fórum Coimbra.

O dia, em si, foi muito interessante! A AEFEUP teve a amabilidade de nos emprestar a carrinha Vito, pelo que conseguimos levar bastantes representantes do projecto. Fizemo-nos à viagem às 12h30m e calmamente chegamos ao fórum em uma hora e poucos minutos. Almoçamos e ainda pudemos experimentar a WiFi gratuíta do Fórum.

Infelizmente houve uma pequena confusão com as horas, pelo que houve um atraso da nossa parte de 30 minutos. Perdemos, infelizmente, a apresentação do Octávio Filipe Gonçalves que visava o GNU/Linux como um caminho para a produtividade. A entrada tardia às 15h30m ainda nos permitiu assistir a grande parte da apresentação do Rui Seabra da ANSOL que nos esclareceu um pouco melhor sobre a nova versão da licença GPL, a v3. Esta apresentação foi condignamente complementada com a do Marcos Marado que também esclareceu a plateia (para quem ainda não sabia) dos perigos do DRM e de como esta está a ser usada na indústria discográfica. Tentei fazer um pouco de advogado do diabo para aumentar o interesse da discussão (embora seja 100% contra o DRM) mas é complicado. Os argumentos pró-DRM escasseiam :-)

Findo o coffee break, foi a minha vez de fazer a apresentação do projecto IMAGE — Industrial Management Game. Sendo uma conferência tecnológica tentei dar destaque à escolha tecnológica (Ruby on Rails), as vantagens e as desvantagens com que nos debatemos.

Seguidamente foi a vez do Frederico Oliveira, da WeBreakStuff fazer a sua apresentação. Ao contrário do que estava planeado, não visou o GoPlan, um serviço online futuramente a ser lançado pela empresa. Falou da Inovação em Portugal, um tema deveras interessante e que tenho tentado abordar com alguma frequência. Questionou a inovação que existe (se é que existe) em Portugal e apontou o dedo ao Sapo por ser um copycat do que é feito lá fora. Concordo com o caso do Sapo. O facto de trazerem para o mercado nacional serviços que funcionam lá fora (Sapo Tags, Sapo Videos, Sapo Blogs, etc..) nada os impede de criar algo verdadeiramente inovador. Estendendo o parêntesis à apresentação do Frederico, ele apontou o dedo à falta de VCs em Portugal e também à falta de empreendorismo. Concordo inteiramente com os dois. Cá é necessário vender a mãe, a avó e pagar 30% de juros para ter um crédito (!) aprovado. Nos USA o caso é outro. No entanto, temos casos de sucesso bem portugueses como a MNI, YDreams, Critical Software, Altitude, entre outros, mesmo com as dificuldades vigentes. Portanto, imaginemos estas empresas com outras oportunidades! Precisamos de mais empreendedores, algo do qual estou sempre a tentar fazer preaching aos meus colegas. Eu, pelo menos, não me vejo com 40 anos e sem uma empresa minha.

Depois seguiu-se a apresentação do Nelson Ferraz sobre Perl. Infelizmente tivemos de nos ausentar a meio, perdendo também aquila que parecia ser muito promissora, a apresentação do Pedro Sousa sobre a aplicação WeSpendMoney.

Foi uma conferência muito interessante e só temos pena de não podermos ter ficado para o jantar. Espero que em 2008 haja outra, com tantos ou mais participantes e uma plateia mais vasta. Aos que não puderem comparecer, perderam um ciclo de palestras bastante interessante num espaço também ele muito agradável.


4 Responses to “Tecnonov 2007”

  1. Marco
    Published at January 29th, 2007 at 1:58 am

    Na palestra de perl não perdes-te grande coisa, foi uma tremenda seca, o orador fez a palestra em 25 minutos (história do perl) e depois andou perdido. Também tive de me vir embora e por isso faltei à última. Resta dizer que em Coimbra existe um PME que foi incubada no Instituto Pedro Nunes, que se farta de fazer dinheiro com programas para telemóveis, a wit http://www.wit-software.com/

    são pouco conhecidos mas são um caso de sucesso internacional, dizem eles que mercado deles é o mundo e não só Portugal ou a Europa.

  2. mlopes
    Published at January 29th, 2007 at 3:11 am

    Marco,

    Obrigado, desconhecia essa empresa. Parece-me uma boa referência e jogam para o mercado mundial, atitude acertada imho.

  3. Cláudio Franco
    Published at January 29th, 2007 at 10:32 am

    Mas também porquê essa coisa do mercado internacional?

    Ok é óptimo pois pode gerar mais receitas, mas porque não apostar também no Português?

    Por mais que o SAPO seja acusado de “copycat” a verdade é que mostrou a uma grande maioria de Portugueses o que se passa lá fora.

    De outra maneira essas pessoas nunca iriam experimentar esta nova “tendência”, a WebSocial.

  4. Luís Martinho
    Published at February 1st, 2007 at 11:39 pm

    Penso que a razão de pensar no mercado internacional é do conhecimento geral, mas gostaria de reforçar a ideia. Relembro apenas que o nosso déficit comercial (Exportações - Importações) influi directamente sobre a prosperidade do país e sobre a qualidade de vida de todos (especialmente sobre os mais desfavorecidos, aos quais o estado providência deve dedicar um esforço adicional).

    Para equilibrar a balança comercial, ou reduzimos as Importações…
    - preferindo produtos portugueses (interessante, mas um proteccionismo pouco global da nossa parte);
    - ou consumindo menos (díficil de conseguir… …se ao menos a energia… bom, isso é outra conversa);

    ou, ainda melhor, AUMENTAMOS as exportações através de empresas competitivas a nível global e com vendas para o estrangeiro.
    Este é o caso da YDreams com os tais negócios na China abençoados hoje pelo nosso PM, e de outras como a Enabler Wipro (de origem lusa, agora indiana, mas que continuará a trazer divisa estrangeira para território nacional) com uma carteira de clientes espalhada pelo Mundo.