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Movimento 560

No decorrer de uma aula de Gestão de Empresas surgiu o tema da internacionalização e a constatação, que daí advinha, de como os portugueses eram conservadores. O contra-exemplo vinha, precisamente, do nosso vizinho ibérico: a Espanha. Esse país que não tem qualquer cerimónia em atacar o mercado português.

Da discussão surgiu precisamente a constatação do facto de que os portugueses eram, ao contrário dos espanhóis, bem mais retraídos quando se falava em internacionalização. Nomeadamente, a penetração dos portugueses no mercado espanhol.

Mais tarde, em conversa com o meu pai sobre este tema, ele iluminou-me sobre o real motivo pelo qual isto acontecia. Ora, na verdade, os portugueses não investem em Espanha dada uma característica do povo espanhol: o proteccionismo económico (que deriva de uma tendência social).

Se repararmos bem, não são apenas os filmes que são todos dobrados para espanhol (ouvir a Angelina Jolie em versão espanhola deve ser qualquer coisa!). Os espanhóis, tipicamente, são muito fiéis às suas marcas. Já o pôvo português usa a métrica “É dos states, é bom!”.

Dito isto, e dada a crescente globalização acho que é importante alertar para o a necessidade do proteccionismo económico. É inegável que este já não pode ser praticado pelo Estado. Não obstante, pode ser praticado pelos cidadões de cada Estado!

E julgo que é fundamental apoiar mais este proteccionismo para o nosso próprio bem. E por um simples motivo: na globalização, Portugal não conta. Ou se conta, é muito pouco. Isto porque são as grandes potências, ou as potências emergentes, que dispõe de mais capacidade de atacar os outros países. Assim sendo, não resta outra alternativa (a curto-prazo) que não o proteccionismo.

Para aqueles que julgam que é indiferente a quem pertence a organização, desenganem-se: um patronato externo implica menos trabalhadores portugueses, a perda da identidade nacional, dificuldades aquando das reinvidicações, etc.. E, claro, menos riqueza.

Feita a introdução, falemos do Movimento 560. 560 é o número que inicia qualquer código de barras que pertença a um produto português. Precisamente esses produtos que deve preferir em detrimento de outros.

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Assim sendo, não hesitem em comprar o que é português. Claro que nem tudo o que é português apresenta a melhor relação preço/qualidade (um dos binómios mais importantes aquando de uma compra!) mas muitos cumprem perfeitamente esta métrica.

Muitos países agem da mesma forma (embora austentem a globalização como quina na sua bandeira) e o resultado está à vista. Se julgam que os americanos preferem produtos Europeus, desenganem-se (excepto Porsches, Auston Martins e Mercedes :-). Se julgam que os alemães preferem produtos belgas ou austríacos, desenganem-se novamente. Eles, ao contrário de nós, gostam do que é nacional!


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