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Ética e responsabilidade social de uma empresa

Na era da revolução industrial, a concepção de uma empresa era manifestamente mecânica, onde os seus trabalhadores eram vistos como peças. Estes seguiam um conjunto de regras absolutamente irredutíveis e nada flexíveis e exerciam um trabalho rotineiro e cansativo.

A concepção de empresa evoluiu então, adquirindo uma composição orgânica. Os trabalhadores possuiam objectivos individuais, assim como lutam para um bem comum — o sucesso da empresa.

Desde a introdução daquilo a que se denomina de uma estrutura social, que efectivamente a concepção da empresa tem vindo a mudar. Nestas, todos os trabalhadores constituem o exlibris da organização, e apela-se a características mais intangíveis que as anteriores (produtividade e eficiência). Falo, claro, da inovação, do empreendorismo e do bem estar generalizado (contem-se o número de ginásios existentes em empresas americanas…).

E se esta concepção empresarial se alterou, então que se altere a identidade civil da empresa. Uma empresa já não é um objecto, alheio à ética e responsabilidade social. A empresa está subjacente às leis, então que esteja também, como qualquer outro indivíduo, à soberania da ética — para o mal e para o bem.

Está na hora de promover as empresas que efectivamente seguem uma conduta de valores que não reflecte o capitalismo (ou qualquer outro modelo económico) selvagem. Está na hora das empresas assumirem uma responsabilidade social e sofrerem consequências, caso contrário.

Chega de empresas a praticar abuso de posição dominante, a recorrer a mão de obra infantil ou a despejar resíduos no rio.

Este é o manifesto de alguém que, no espectro político, se enquadra no centro-direita, mas sempre com preocupações sociais bem vigentes (essa concepção que só a esquerda se preocupa com os problemas sociais não é só parva como uma absoluta mentira).


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