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O Mercado e o Estado

O José Castro Caldas do “Ladrões de Bicicletas” escreveu um artigo sobre “O Mercado e o Estado”, justificando a presença de um Estado regulador e intervencionista nos Mercados.

Estou em total desacordo. Em primeiro lugar, porque José Caldas parte de premissas erradas: que existe alguém que poderá arbitrar sob o que é vendível ou não. Essa arbitragem é única e exclusivamente feita entre dois indivíduos: o que tem algo para vender e o que está disposto a comprar.

Mas esta definição não basta. É preciso perceber o conceito de propriedade privada. É preciso perceber que não existe geração espontânea: os carros, os aviões ou as vacinas não foram criadas do nada. Foi depositado esforço, dedicação, conhecimento e abilidade. A propriedade é, então, de quem a cria (no sentido mais âmplo e não na interpretação marxista-leninista). Sejam vegetais, automóveis ou transístores.

Compreendendo isto, é imediato perceber que o mercado funciona transaccionando propriedade privada. Os intervenientes, naturalmente, querem o melhor para si — capitalizar ao máximo a sua propriedade. Ora, numa transacção ambos os indivíduos querem o melhor para si. A transacção ocorre quando, conscientemente, os dois indivíduos consideram que efectuaram um bom negócio. O produtor recebeu o que devia e o consumidor pagou o justo.

Quando entra o Estado no Mercado, desvalidam-se estas premissas. A intervenção e regulação do Estado conduz a que, por arbítrio e aval de algo que dificilmente é objectivamente definido, a plataforma de transacção deixe de ser moderada pela noção de bem próprio (i.e., eu quero o melhor para mim), mas antes por considerações e ideologias dificilmente mensuráveis ou quantificáveis. O “interesse público”.

Os eficientes passam a ser a ameaça aos ineficientes. O Estado resolve invertendo o fluxo normal do dinheiro — taxando os eficientes e subsidiando os ineficientes. Isto cria um artificialismo que beneficia os inaptos em detrimento dos hábeis, os maus em detrimento dos bons.

As consequências a médio e longo prazo são óbvias. Os eficientes deixam de ser produtivos. A produção e quantidade diminuem e os preços inflaccionam. Ao existirem “moribundos” no mercado, os restantes produtores e consumidores saiem lesados. Os produtores porque terão de regular os seus preços por empresas que recebem artificialmente dinheiro que lhes permite usar margens virtuais; os consumidores porque pagarão mais por bens que não estão a ser desenvolvidos em condições óptimas.

Atlas Shrugged

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Atlas Shrugged foi, definitivamente, o livro que mais me influenciou. E não são precisas teorias conjunturais ou crenças ideológicas. Tudo o que Ayn Rand faz é executar a lógica sobre a razão. Raciocionar.

Quem leu o livro sabe que Rand nunca toleraria que fosse feita uma introdução ao seu livro, por muito objectiva que fosse. Atlas Shrugged não se explica, lê-se. Mais ainda, Atlas Shrugged não se oferece, compra-se. Para si e somente para si.

Ronald Reagen e o Socialismo

Uma das frases mais interessantes de Ronald Reagen é certamente aquela que descreve o socialismo em todo o seu esplendôr:

“If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And If it stops moving, subsidize it.”

Basicamente, desviar o dinheiro de quem é eficiente e produz para quem não é eficiente e não produz. A receita para o sucesso, claramente…

Bandas que vou perder…

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Dada a total ausência de tempo (até para bloggar, como pode ser comprovado pela data do último post), não vou poder ir a uns quantos festivais onde estarão bandas incríveis como The Hives, Franz Ferdinand, White Stripes, entre outros.

No entanto, serve este post como aviso para quem goste de Rock Alternativo que perdeu The Hives no Optimus Alive! mas que os Franz Ferdinand estarão no Sudoeste.

Para quem esteve no Optimus Alive! e teve oportunidade de ouvir The Hives e, passando para o Electro, Boys Noize e MSTRKRFT, devo admitir a minha total e inegável inveja.

Como a Califórnia vê os EUA

Depois de viver lá um ano, não posso contestar alguma semelhança com a realidade. Excepto a parte dos New Yorkers, que vivem numa cidade incrível e não propriamente obnóxia.

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Raça?

Cavaco Silva falou em “dia da raça”, e estalou o escândalo entre os polícias do vocabulário. BE e PCP dizem que o Presidente recuperou o vocabulário nacionalista e racista do Estado Novo. Eis um notável exercício de demagogia política que, com certeza, provocou lágrimas comovidas nas carcaças de Lenine e Trotsky.

Salazar, Jerónimo e Louçã poderiam sentar-se, tomar um chá e conversar durante horas sobre aquilo que os une: o ódio visceral que sentem contra a sociedade liberal composta por indivíduos cosmopolitas e não por grupos nacionalistas. O léxico corporativista de Salazar será muito diferente do vocabulário sindical de BE e PCP? Meus amigos, votar no BE e no PCP significa legitimar uma mensagem reaccionária e nacionalista. Votar no BE e no PCP é regressar a Salazar. Não, obrigado.

O resto da coluna do Expresso por Henrique Raposo é extremamente interessante. Recomenda-se a leitura.

Parabéns Adam Smith

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Em 1723 nasceu um dos maiores influenciadores da economia moderna. Adam Smith.

Adam Smith foi responsável pela concepção da visão clássica da Economia, do conceito de mercado livre, da divisão do trabalho e da mão invisível. Tudo somado, criou o capitalismo, base para “A Capital — Um manifesto político” de Karl Marx, que o acusava de ser a razão de todos os males da sociedade moderna.

O capitalismo, longe de ser perfeito, promove aqueles que de esforço e mérito e dá liberdade ao indivíduo para que dependa apenas dele para construír o seu futuro.

Parabéns Adam Smith!

Especulação e a Economia do séc. XXI

É interessante observar a evolução da Economia e como esta se tem alterado no século XXI. Uma das mais elementares bases da economia é a Lei da Oferta e da Procura. Esta lei, decorrente da observação empírica, afirma que quando a oferta é muita e a procura é pouca os preços baixam, sendo que, no necessário oposto em que a procura é muita e a oferta é pouca, os preços sobem. Esta relação causal é fácil de se perceber e tem aliás ditado os princípios básicos de funcionamento dos mercados livres.

Recentemente com a evolução das novas tecnologias e com a globalização, os mercados produtivos reais, isto é, que traduzem a compra e venda de produtos e serviços entre indivíduos, tornaram-se virtuais. Este sector financeiro, que na sua forma mais básica pode ser visto como uma transacção entre dois indivíduos, sendo que um disponibiliza o produto e o outro paga por esse produto, tornou-se um sistema universal em que qualquer pessoa, interessada ou não nos produtos, pode transaccionar.

Esta mudança teve e tem diversas repercussões e é fácil perceber porquê. Exemplifiquemos com a aquisição dos alimentos. Se dantes essa aquisição era acertada directamente com os produtores, hoje ela é mediada por um mercado que para além de comercializar o objecto de permuta, disponibiliza também folhas de papel “equivalentes” (do ponto de vista financeiro) que também são comercializáveis.

Ora, a criação destes novos mercados financeiros criou oportunidade de negócio para todos aqueles que acreditam que podem prevêr a evolução da lei da oferta e da procura — os especuladores. Acreditando que o petróleo será escasso dentro de 13 anos, estes compram-no, causando eles próprios a alteração da procura, que aumenta. Por conseguinte, o aumento da procura vai, segundo a Lei da Oferta e da Procura, aumentar os preços.

Também é verdade que a procura tem aumentado pelo crescimento dos países emergentes, como a China, Índia, Brasil, entre outros. Embora verdade, é interessante verificar que, a título de exemplo, o investimento nos mercados finançeiros das commodities por parte de fundos e pensões aumentou 1900% desde Março do ano passado. Por muito que os países em desenvolvimento tenham crescido, dificilmente conseguiram alavancar tanto o preço dos mercados.

É, pois, importante admitir e validar que os mercados financeiros têm sido efectivamente sujeitos à especulação. Essa especulação desvirtua qualquer sistema político-económico. O próprio capitalismo, que tem por base uma economia de mercado onde os bens são transaccionados livremente segundo a Lei supra-enunciada, fica sujeita ao mundo da fantasia dos especuladores, alterando ou mesmo abolindo o princípio trivial de funcionamento do mercado.

Esta especulação tem também pontos positivos — alertar para o inegável facto que os recursos são limitados. Este poderá ser, portanto, o motto para a regeneração do mercado. Criam-se necessidades — aquela de não depender do petróleo, por exemplo — e surgem oportunidades de fornecer alternativas. As soluções não são imediatas e haverão consequências no período intermédio.

Não surgiu ainda uma solução óptima para esta nova economia do séc. XXI, onde os mercados finançeiros criam um mundo de fantasia disconexo com a economia real. Há quem sugira promover as transacções ponto a ponto. Esta opção dificilmente será válida. Portugal, por exemplo, não tem petróleo e, como tal, não depende apenas de si. Outra alternativa é limitar os preços dos produtores. No entanto, esta possibilidade acarreta, como aliás é demonstrável por países que já a implementaram, a eventualidade de uma falência por parte dos produtores.

Será interessante, do ponto de vista académico e histórico, observar como será torneado este problema ou, alternativamente, como a sociedade se adaptará a ele. Infelizmente, enquanto os especuladores juntam fortunas com produtos de primeira necessidade, os mais pobres, aqueles que mais sentem as consequências do aumento dos preços, serão os primeiros a sucumbir. Esta nova economia desvirtua a noção básica de produção, valor e dinheiro. Os parasitas da sociedade, de uma forma ou de outra, conseguem dar a volta, amealhando a sua fortuna à custa do trabalho dos outros — os que efectivamente produzem e os que efectivamente consomem.

Crise “terminou bem”?

Mário Lino afirma convicto que a greve dos transportes “terminou bem”. Como? Terminou bem?

Para além do ultraje que é privar os demais de poderem trabalhar, a ocupação ilícita de espaço público, o vandalismo e ainda um condutor morto, como é possível alguém, no seu perfeito juízo, considerar que a greve terminou bem?

Desculpe Ministro Mário Lino, mas a greve foi uma vergonha. Uma vergonha num Estado de Direito. Uma vergonha inadmissível. Inadmissível que as autoridades fiquem a observar passivamente. Vergonhoso que os demais membros do Governo não tenham coragem para impôr a ordem.

E, ainda mais vergonhoso, é o senhor estar convicto que o desfecho foi positivo.

Se o PCP ganhasse as eleições…

Esta não é uma estória, é uma história. Uma visão. Um prognóstico. Para bem do futuro deste país, nunca acontecerá.

Se o PCP ganhasse as eleições, eis o que aconteceria a Portugal:

6 meses

  • Aumento da carga fiscal para 60% para a classe média-alta e classe alta;
  • Aumento do salário mínimo para 1000€;
  • Consagração dos contratos de trabalho vitalícios, ficando os empregadores proibidos, excepto por ordem do Estado, de despedir trabalhadores;
  • Diminuição do expediente diário para 6 horas;
  • Declaração de 2 meses de férias por ano obrigatórios para todos os trabalhadores e operários;

1 ano

  • Reforma à Constituição, atribuindo poderes inalienáveis e supra-constitucionais ao Primeiro Ministro;
  • Quebra de produção de 30% fruto das novas leis laborais;
  • Nacionalização de todas as áreas ditas “estratégicas”, desde energia, até escolas e hospitais;
  • Instituição de quotas de produção nas grandes indústrias;
  • Abandono da União Europeia para que se possam prepetuar as políticas comunistas;
  • Abertura do país a todos os emigrantes;
  • Criação da directiva “Oportunidades Iguais”, limitando aqueles que mais produzem como forma de dar “oportunidade” aos que querem entrar no mercado;
  • Bloqueio à importação de produtos de países capitalistas, nomeadamente os EUA, Suiça, Inglaterra, entre outros;
  • Criação de alianças estratégias com Cuba, Rússia, China e Venezuela;
  • Primeira visita diplomática à Coreia do Norte;

2 anos

  • Aumento em 50% do crime, do vandalismo e da destruição da propriedade privada;
  • Início da crise na Segurança Social que não tem capacidade para lidar com tantos imigrantes;
  • Criação de uma polícia secreta PCom, semelhante à CapCom criada na URSS, para garantir que a lei e o Estado é soberanamente respeitado;
  • Crise de desemprego — desemprego atinge os 30%;
  • Declaração de falência/abandono do país por parte dos grandes grupos financeiros;
  • Em nome do “interesse público”, destituição da propriedade privada a todos aqueles que tiverem mais do que “aquilo que necessitam”;
  • Nacionalização de todo o sector finançeiro, desde bancos a seguradoras;
  • Instauração de uma lei de anti-ruralização, obrigando as pessoas a trabalharem no interior de Portugal, à semelhança do que se passa na China;
  • Instauração de uma lei que impede os industriais de pararem de produzir ou de abandonarem o país; A sua aplicação é garantida pela PCom;
  • Início de relações cordiais com a China, sendo permitida a importação de todo e qualquer produto Chinês;
  • Primeira tentativa de um golpe de Estado, tendo o apoio de alguns membros do exército, PSP e cidadãos; Todos os prepretuadores são detidos pela GNR e pela PCom, sendo o seu destino incerto, como aliás aconteceu e acontece na URSS, China, Cuba, etc..
  • Limitada a aquisição de casas e carros a uma/um por família;

4 anos

  • Os grandes industriais, as mentes brilhantes e os verdadeiros trabalhadores abondam o país, pedindo exílio na Europa e nos EUA;
  • Racionalização dos bens essenciais por escassez, tendo cada família uma quota a cada três meses, como acontece em Cuba
  • O país entra numa crise industrial sem precedentes, perdendo a capacidade produtiva;
  • O Estado, declarando estado de emergência pública, nacionaliza todas as empresas e cria um centro de emprego onde todos aqueles com mais de 21 anos são obrigados a alistar-se e a trabalhar onde forem adjudicados;
  • A pobreza atinge agora 70% da população, sendo apenas garantido pelo Governo o mínimo para a sobrevivência;
  • Alteração da constituição para que não sejam necessárias eleições;

Este cenário que aqui descrevi a quatro anos não foi fruto da minha mente criativa. Limitei-me a pegar nos exemplos factuais e verídicos de países que já foram/são comunistas, como a China, URSS/Rússia, Coreia do Norte, Vietname, Cuba, entre outros, e a reproduzi-los em Portugal.

A visão é terrível. Mas tendo em conta que Portugal é o único país da Europa onde um partido comunista tem uma quota superior a 10%, não é de negligenciar. É preciso ler, reflectir e lutar. Lutar para evitar que alguma vez este cenário seja mesmo um retrato do passado.

A todos aqueles que amam a liberdade e o capitalismo, esta é uma mensagem de subliminar importância!

Feriados em Portugal

Há definitivamente demasiados feriados e, pior ainda, convidativos a fazer uma ponte.

GOD

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Já que toda a gente já falou do que é o GOD, falarei do que não é. O GOD — Gathering of Developers — não é um local de culto a uma tecnologia ou moda específica. Mais ainda, não é um culto a tecnologia. É um conjunto de pessoas que livremente se querem reunir para falar dos mais diversos temas com abertura, racionalidade e alguma cerveja à mistura.

O GOD não é um grupo entre outros grupos. Não somos mais ou menos que os outros. O GOD é um conjunto de pessoas com interesses em comum — não obstante as ideossincrasías individuais de cada membro.

O GOD não é para informáticos. É para informáticos, engenheiros, designers, arquitectos, políticos, empreendedores, empresários e para toda a gente interessada em conhecer outros que partilham o prazer de produzir — maioritariamente dentro das tecnologias de informação, mas não apenas.

O GOD não é uma exuberância, é uma necessidade. A necessidade de conhecer pessoas apaixonadas, brilhantes, inteligentes, esforçadas e que gostem de produzir.

Existe aqui uma oportunidade única de finalmente promover o networking dos pares e de, com isto, criar oportunidades únicas para todos. O GOD é a concretização dessa oportunidade.

O que me assusta no comunismo…

Hoje um amigo meu questionou-me o que me assusta a mim, enquanto indivíduo, no comunismo e, em menor medida, no socialismo.

A resposta foi fruto de um impulso lacerante e assustador: que aquilo que sou e faço iria depender de todos, menos de mim.

Sobre a UEFA e o FC Porto

Copio aqui na íntegra o texto de Pedro Marques Lopes da Revista Atlântico.

“O maior dirigente desportivo português de todos os tempos faz hoje anos. Transformou um clube de província num dos maiores clubes de futebol do mundo. Conduziu o FC Porto a dois títulos de campeão europeu, uma taça UEFA, uma supertaça europeia e a duas intercontinentais: é o maior clube português em títulos internacionais, o terceiro na Península Ibérica e nono na Europa.

Desde que é Presidente do FC Porto ganhou mais títulos nacionais que todos os outros clubes juntos. Isto, claro está, só em futebol. O FC Porto ganha habitualmente títulos em Hóquei em Patins (duas taças CERS e uma taça dos campeões europeus), Basquetebol e Andebol (ou os outros já há muito desistiram de competir).

Pinto da Costa é o líder da marca portuguesa com mais prestígio internacional.

Um país cheio de invejosos e medíocres não merece este homem mas, infelizmente para eles, têm que “gramar” a sua extraordinária competência e ver as suas vitórias que são também as de todos os andrades.”

E cá se fazem. É a forma de dar oportunidade a quem de mérito não a merece.

Eh Marine!


Manuela Ferreira Leite, agora é 2009!

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Depois de ter demonstrado o meu descontentamento, de ter lançado o repto neste blog, ter assistido à sua candidatura, eis que Manuela Ferreira Leite ganha a liderança do PSD.

Agora, 2009. Temos Primeira Ministra!

O fenómeno Rodolfo Chikilicuatre

Rodolfo Chikilicuatre foi o representante da Espanha no festival da Eurovisão. Para além do feito de ter conseguido ser o eleito pelo povo espanhol, ainda chegou à final do festival da Eurovisão.

Segue-se o video do tema.


Citando Manuela Ferreira Leite…

Um partido Social Democrata, não um partido liberal. Um partido popular, não um partido populista.

– Manuela Ferreira Leite
Partido Social Democrata

Dois coelhos (!) numa só cajadada.

Portugal a virar à esquerda?

É curiosa a sondagem que indica que o BE e o PCP juntos reúnem quase 20% do eleitorado. Ainda mais curioso é tentar perceber as causas.

Depois do 25 de Abril começaram a surgir círculos sociais que dependiam inteiramente do Estado. Mobilizaram-se tanto que, contrariamente aos seus concidadãos, garantiram que nunca fossem despedidos. Asseguraram muitas outras regalias, nomeadamente os horários de trabalho privilegiados, progressão automática na carreira, etc..

O PS de Sócrates, mais a centro que o PCP e o BE, apercebeu-se das desigualdades que existem entre um cidadão comum e os funcionários públicos, iniciando não uma cruzada contra estes cidadões (como a retórica demagoga dos partidos de extrema esquerda insiste em repetir), mas antes uma rectificação daquelas que eram verdadeiras injustiças sociais.

Naturalmente que 700 mil pessoas fazem a diferença e não irão querer perder as regalias. Apercebendo-se que o PS é afinal um partido realista e não apenas idealista, pendem agora para quem lhes dê a garantia que irão continuar com as suas regalias — o BE e o PCP. São estes os partidos que melhor podem assegurar os tachos no Estado e os empregos para a vida. Os benefícios que nunca se perdem e as regalias que são indexadas a tudo menos ao mérito.

Esperemos que antes de virar à esquerda, o país acorde e decida mas é trabalhar, e trabalhar bem.

Recém chegados…

Eis os meus recém chegados livros encomendados da Amazon USA. Demoraram uma espantosa semana e meia a chegar, bem mais rápido que algumas encomendas nacionais que tenho feito. Dos cerca de 50 livros que já encomendei pela Amazon, foi certamente a encomenda mais rápida.

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O livro no topo é “A Tale of Love and Darkness” que conta a história de um judeu que acompanhou a criação do estado de Israel, conflitos com a Palestina, as 7 guerras, a secreta Mossad, etc.

O livro imediatamente a seguinte, “Confessions of an Economic Hit Man”, é precisamente isso: a confissão de um indivíduo que trabalhou para várias corporações e cujo objectivo era levar países de terceiro mundo a celebrar contratos com os EUA que fossem favoráveis a essas mesmo empresas.

O terceiro livro é “A Capital” do sociólogo Karl Marx. A versão que li da Capital foi a abreviada e que, embora fosse suficiente para me afastar da teoria comunista, não substitui a versão completa.

O quarto e último livro é “Atlas Shrugged” de Ayn Rand, uma filósofa dos tempos modernos. Conta e narra, sob a forma de novela, uma teoria social totalmente oposta àquela do comunismo, colocando o individualismo e o egoismo como motor do mundo. A história é contada sob a questão de o que aconteceria ao mundo se o motor deste (aqueles individuos que marcam a diferença) parassem.

Os dois primeiros livros são meras histórias, os terceiro e o quarto são ideologias políticas diametralmente opostas. Não me identifico com nenhuma em específico — descarto o colectivismo ôco como descarto o individualismo egoísta, optando por juntar os dois naquilo que acredito que seja o credo da humanidade: o indivíduo deve aspirar ao máximo e, colectivamente, ser ainda melhor do que seria sozinho.

Optei por começar a ler o Atlas Shrugged, talvez porque é a sequela de Fountainhead, um livro também ele muito bem escrito.

Quando acabar de ler estes 4 livros (algures para Setembro, se o tempo o permitir) tenho já uns 7 preparados. O tema penderá agora para tecnologia (a minha biblioteca pessoal é composta de livros técnicos e de livros de política/história), nomeadamente “Programming Erlang: Software for a Concurrent World”, “Distributed Event-Based Systems”, Ambient Findability: What We Find Changes Who We Become, entre muitos outros…

Quem quiser mostrar alguma ideologia política ou tecnologia, existe um botão do lado direito para oferecer um livro da minha wishlist ;-)

Boas leituras!

Proposta de Emprego

Acabou de chegar ao meu correio electrónico mais uma pérola. Foi enviado a todos os alunos de Engª Informática da FEUP.

Caro colega

Preciso de ajuda de alguem que conheça/domine minimamente programação em PHP aplicado a WebDesign.
É para colaboração num trabalho muito importante e com muita urgência de um site que uma amiga minha está a fazer. E por isso ela nem se importa de pagar à pessoa.

Precisava duma resposta o mais rapidamente possível.
Obrigado.

Espetacular. Não se importa de pagar!!

Haja coragem!

Manuela Ferreira Leite escusou-se a responder em quem tinha votado nas eleições legislativas de 2005.

Alguns paladinos, nomeadamente Pedro Passos Coelho e Santana Lopes, usam isso imediatamente como arma de arremêsso. Acusam-na de política circunstancial e não cumprir os interesses do PSD.

Errado! Cumprir os interesses do PSD é contribuir para um Portugal melhor. Nem o PSD nem nenhum outro partido existem sob outro desígnio que não tornar Portugal num país melhor (bom, tenho algumas dúvidas quanto aos partidos extremistas como o PCP e o PNR…). Se Manuela Ferreira Leite não votou em Santana Lopes (especulação apenas) foi porque acreditava que Santana Lopes não estava nem está apto a liderar o país.

Eu só posso aplaudir. Primeiro, porque Manuela Ferreira Leite coloca os interesses do país à frente dos interesses do partido, o que demonstra uma coragem e seriedade inigualável. Segundo, porque teve a capacidade de discernimento para perceber que o candidato do seu partido não estava apto e, por conseguinte, não votou. Por último, porque não mentiu e simplesmente recusou-se a responder, levantando o véu sobre a sua posição.

Manuela Ferreira Leite é um exemplo de política séria e, mais importante ainda, nacional. Manuela Ferreira Leite é para todos.

FOX News e a propaganda republicana

Que a FOX News é o bastião da propaganda republicana, qualquer pessoa que veja televisão e acompanhe notícias o sabe. Mas há limites.

No vídeo que se segue pode-se ver um jingle de apresentação do noticiário em que por breves instantes (3 a 4 frames) se vê apenas e somente John McCain, candidato presidencial, e a sua mulher Cindy.


Eis o porquê de a RTP não dever ser privatizada. Os media e as telecomunicações são o mais poderoso instumento de propaganda, e deixá-lo apenas a serviço dos privados é um risco que nenhum país se deve submeter. Naturalmente que também existe propaganda do estado e o Governo Chinês, Russo ou Cubano são especialistas nisso. A diferença é que para o mal e para o bem, esses governos foram outrora eleitos pela sua população…

House Music United - Yes We Can

E eis que pegam no discurso do Barack Obama e fazem um hit House (em 2º lugar no Beatport). O vídeo encontra-se a seguir.


Viva a Europa!

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Foi ontem, dia 9 de Maio, comemorado o dia da Europa. E viva a Europa!

Barões? Quais Barões?

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Acho curioso falar-se de barões no PSD e iniciar-se o fracturante sectarismo mais típico das guerrilhas BE vs PCP.

O PSD não é feito de barões. É feito de pessoas em diferentes classes sociais e económicas (e daí a referência de Manuela Ferreira Leite ao PSD ser um partido interclassista), algumas das quais com um passado político notável. “Barão” é a forma gratuita e barata de nos referirmos a alguém com um passado político acreditado por iniciativa própria ou mesmo demanda popular e tentar denegrir essa imagem, dando a ideia, puramente semântica, que são colocados num pedestal inacessível ao comum. “Barões”, não parece mas é, foram aqueles sujeitos a sufrágio democrático onde lhes foi depositada a confiança da população e em que ganharam algum cargo governativo. “Barões”, acusam eles, são afinal aqueles que efectivamente fizeram algo mais do que falar.

Quando não se dispõe de um passado creditado com boas ou mesmo más iniciativas, o fácil é apelar ao populismo bacôco e repetir incessantemente que o “pôvo” e as “bases” é que mandam, tentando matar dois coelhos de uma só cajadada: tirar mérito àqueles que têm passado político no PSD pois tornam-se barões e se distanciam do pôvo e imprimir uma espécie artifical de virtude por ter passado nenhum.

Manuela Ferreira Leite não é dos barões ou das bases. Não é dos advogados nem dos amigos. Não é do tio nem do cunhado. É de todos e para todos os Portugueses.

Ironia de Cônego de Melo

É tão irónico que os deputados do Bloco de Esquerda considerem uma indignação e vergonha a homenagem prestada a Cônego de Melo por este ter alegadamente feito parte de redes de extrema-direita, quando a vasta parte dos partidos constituintes do Bloco de Esquerda (como a UDP) faziam parte do PREC e foram responsáveis pela invasão e destituição de propriedade privada entre muitos outros delitos tão ou mais graves. E só não foi pior porque foi possível impedir a implantação de uma outra ditadura.

Ao menos o PCP foi coerente, sabendo que aliás também homenageia Cunhal e Otelo, votou contra mas por lá ficou.

Até a Segurança Social é centralizada!

É impressionante como tudo neste país está centralizado em Lisboa. Até os sistemas de informação.

Hoje um amigo meu foi a uma repartição da Segurança Social tentar pagar o devido. Qual não é o seu espanto quando o informam que não o pode fazer porque, e cito, “o sistema em Lisboa está em baixo”.

Ok, muito bem, o sistema está em baixo. E quando um dos servidores do Google está em baixo? Todo o mundo pára? Não. Existem vários servidores dispersos por vários pontos que garantem a redundância.

É incrível como fica todo um país suspenso por um servidor cito em Lisboa.

P.S. - Claro que isto não tem nada a ver com Lisboa, o servidor poderia estar noutro sítio qualquer. Mas é tanta a centralização e a crença que tudo deve passar por Lisboa que nem passa pela cabeça dos políticos portugueses que há forma de garantir o serviço quando, imagine-se, é ponte em Lisboa.

Paradoxos

Por sua vez, Passos Coelho criticou “a obsessão do défice que existe desde 2002″, considerando que está “a destruir a economia, as empresas e o emprego” e que se anda “há sensivelmente sete anos a tentar resolver o problema com medidas temporárias, provisórias”.

A obsessão pelo défice e pelo controlo da despesa é o panteão do liberalismo e dos conservadores e das políticas monetárias de Milton Friedman. Aliás, essa obsessão é alvo de críticas por muitos economistas keynesianos, afirmando que é normal o país ter défice controlado, o que é não é normal é toda uma economia girar em torno disso.

Pedro Passos Coelho, assumidamente liberal e individualista, critica ele mesmo aquele que é um dos resultados práticos das suas ideologias — a obsessão pelo controlo do défice.

Racionalidade crítica ou a crítica pela crítica?

Nova Lei Laboral do Trabalho e os Partidos de Esquerda

É interessante o contraste entre a celeridade que os partidos de esquerda e extrema-esquerda desejam para acabar um casamento, mas a morosidade e o contrato para toda a vida quando se aplica ao contexto do trabalho.

De resto, esta nova lei laboral é apenas um exercício de revolver aquela que Bagão Félix pretendia implementar. No entanto, fica a nota positiva do próprio Partido Socialista se ter apercebido que a nossa lei laboral é sobre-protectora, má para os trabalhadores e para o patronato e que premeia tudo menos a excelência e a competitividade.

É importante, contudo, garantir que não existem abusos das empresas portuguesas, até porque o português aprecia o chico-espertismo.