Smile!
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- Published December 15th, 2008 in Entretenimento
Interrompo o interrégnio de escrita nos blogs (melhores dias virão…) para deixar uma curta metragem que tinha visto há uns tempos mas que recordei pelo Nuno Saraiva.
Escola “democrática e livre”
Em resposta a este artigo do 5Dias, encontro este terrível comentário que, por desconhecer pessoalmente o autor, omitirei o nome (nem é relevante, tendo em conta a sátira)
[…] a escola não deve ter quadros de honra porque o seu centro deve ser a aprendizagem e não a nota. Na escola deve interessar mais a qualidade do trabalho, do raciocínio, da resposta, do que a avaliação. Ainda para mais quando colocada como lógica de competitividade entre pares. A escola do pós-25 de Abril encontra em todas as suas áreas um potencial criador e de aprendizagem para a vida e cidadania.
Ok, a escola não deve ter quadros de honra, não deve diferenciar, não deve premiar os melhores, não deve enaltecer a meritocracia. Somos todos iguais. Sou igual ao tipo que estudava 5 horas por dia e tinha média de 20 e sou igual ao tipo que não estudava nada e reprovava. Afinal, ambos sabíamos que, no contexto da cidadania, é bonito ceder o lugar no autocarro às pessoas idosas.
É isto? Se é, eu não quero ser identificado com essa escola pública, democrática e livre. Prefiro a escola onde eu tenho de saudavelmente competir diariamente com os meus colegas e amigos para se melhor que eles — e eles melhores que eu. Prefiro a escola em que o trabalho é recompensado com uma nota e uma distinção, e o laxismo é rotulado com a vergonha de de uma negativa. Prefiro uma escola em que somos educados a, independentemente daquilo que escolhamos vir a desempenhar, lutemos por sermos os melhores.
Expediente de Trabalho em Portugal
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- Published October 19th, 2008 in Sociedade
Ora, um recente estudo revela que Portugal é o quarto país da Europa onde menos se trabalha.
Portugal é dos países com menos horas efectivas de trabalho por semana, de acordo com um estudo da Eurofound. A população empregada do país trabalha menos 1,2 horas do que a média e menos 2,9 do que nos países mais laboriosos, noticia o Jornal de Notícias (JN). (…)
Contudo, o facto de Portugal estar abaixo da média europeia deve ser interpretado com cautela, já que se verificam diferenças significativas entre sectores de actividade. A Eurofound seleccionou três actividades - Função Pública, indústria química e comércio a retalho. Na indústria química, o país tem o período semanal de trabalho mais elevado da Europa (40 horas, quando a média europeia é de 38,6), juntamente com outros nove países. No comércio a retalho, o mesmo cenário. Portugal pertence ao grupo de países com horário semanal mais prolongado (40 horas, face a uma média europeia de 38,8), acima da economia global do país.
Já no que diz respeito à Função Pública, as coisas mudam. Portugal, com 35 horas de trabalho por semana, é nesta área de actividade o segundo país com menos carga laboral, a seguir à Itália, cujos funcionários públicos trabalham 32,9 horas. Neste caso, a Eurofound deixa o reparo: as horas de trabalho na Função Pública estão «significativamente abaixo» da média nacional.
(Resumo descaradamente roubado d’O Insurgente, em “Desiquilíbrio e injustiças sociais”.
Tudo isto até estaria bem se a produtividade fosse inversamente proporcional. Mas não o é. Portugal é dos países menos produtivos da Europa. Não admira, com tamanha quantidade de greves, não sobra muito tempo para.. trabalhar.
Comment ça va?
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- Published October 19th, 2008 in Crónicas
Porquê que será que os franceses nunca falam Inglês? Refiro-me, concretamente, à cimeira de emergência com o Durão Barroso, Bush e Sarkozy. Será que lhes dói assim tanto falar uma língua que muito mais gente irá entender? Será que Sarkozy não saberá falar Inglês fluentemente?
The Hives — Black and White
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- Published October 16th, 2008 in Entretenimento, Música
E eis que chegou a minha última aquisição, o último álbum dos The Hives.

A minha música preferida é indubitavelmente a Won’t be Long. Deixo o vídeo.
P.S. - Tempo é inexistente. Portanto, o post é “à la Twitter”.
Imposições morais
Não são apenas os ultra-conservadores de Direita que tentam impingir as suas convicções religiosas e os seus valores morais nos outros. Os humanistas e socio-liberais de Esquerda fazem precisamente o mesmo, mas não é com a religião.
Recentemente, foi proibido o “Homem-Publicidade” em Madrid. Para quem não sabe, este é um conceito publicitário que começou nos EUA e que se baseia em ter uma pessoa com algo pendurado ou então uma qualquer vestimenta que faça publicidade. A título de curiosidade, Brad Pitt vestia-se de galinha antes de ser quem é (e estar casado com quem está).
Ora, alguém em Madrid achou que esta profissão não é digna. Porque sim. Pouco interessa se essas pessoas queriam ou gostavam de a desempenhar. Pouco interessa se criava postos de trabalho. O que interessa é o sentido de dignidade e humanismo de alguém que considera que pode isso servir para calcar a liberdade dos outros.
O que se irá suceder? Proibir massagens? Servir à mesa? Tudo isto pode ser visto como uma forma de subserviência, se usarmos os argumentos subjectivos e relativos de quem também proibiu o “Homem-Publicidade”.
Qualquer dia seremos nada mais do que fantoches comandados pelo livre arbítrio de uns que, julgando-se iluminados, impõe as suas convicções nos outros. Hitler e Estaline não fizeram isso?
The Fountainhead - Howard Roark’s defense
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- Published October 8th, 2008 in Sociedade
7 minutos e 54 segundos de um monólogo racionalmente consistente e moralmente digno. Esta é a base do Objectivismo. O vídeo segue a seguir. Vale todo e qualquer segundo.
A regulação da liberalização II
Em resposta ao post anterior, “A regulação da liberalização”, surge uma espécie de contra-resposta, muito embora não responda, se limita a perguntar.
O autor do blog, que se mantém curiosamente em anonimato, começa por recusar a definição de liberalismo que eu supostamente dei e volto a citar:
“Um liberal defende que, por natureza, as intervenções e regulamentações, tomadas por um conjunto restrito de indivíduos, são menos informadas que os próprios agentes do mercado.”
Ele estaria correcto e começaria bem se isso fosse presenteado de facto como uma definição de liberalismo. Mas não o é. É uma das premissas para a defesa de um sistema liberal (onde a intervenção do Estado é pouca ou nenhuma — isto sim, uma definição para liberalismo). A premissa toma como tese que um conjunto limitado de indivíduos (o Governo) não tem mais informação que os milhares de agentes que compõe um mercado, pelo que dificilmente tomarão decisões mais informadas que os seus próprios agentes. Quem o disse não fui eu. Foi Adam Smith, Hayek, Friedman, entre muitos outros.
Sou então acusado de “liberalista conveniente”, com base na ideia que defendo o liberalismo quando este serve para premiar os lucros das empresas, mas defendo a intervencionismo quando este serve para as proteger.
Termina com uma questão “Gostava de perguntar ao Mário se o liberal defende a intervenção Estatal quando a falência é eminente?”
Pois, enganou-se. As falências são a reciclagem do mercado. São o expoente máximo do mérito — os bons ficam e têm sucesso, os maus vão à falência. É um processo normal e evolutivo, pelo que, da mesma forma, não deverá sofrer a interferência do Estado.
O que se passou recentemente com as empresas do sector finançeiro vem, antes de mais, punir os erros na análise de risco das taxas de juro do crédito. Por outro lado, colocar em causa a ideia que a banca de investimento pode existir sem a banca trandicional, no sentido em que comercializa derivados e derivados de derivados finançeiros com uma alavancagem muito superior ao dinheiro que têm disponível. Reza o bom senso que se tenho 10, gasto no máximo 10. O crédito e a alteração da política monetária (nomeadamente a quebra da paridade dinheiro < -> ouro) rompeu esta definição tradicional. Houve excesso por parte de alguns bancos. Hoje, esses bancos pagam a factura desse excesso [1].
[1] - Esta é uma visão macro-económica extremamente curta e redutora da crise no sector financeiro, mas dá uma ideia.
A regulação da liberalização
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- Published September 29th, 2008 in Política
Parece-me importante deixar claro que um liberal não é contra toda e qualquer regulamentação ou intervenção Estatal. Um liberal defende que, por natureza, as intervenções e regulamentações, tomadas por um conjunto restrito de indivíduos, são menos informadas que os próprios agentes do mercado.
O princípio do liberal é, portanto, que as regulamentações sejam um último recurso e, preferencialmente, sejam intervenções cirúrgicas e objectivamente definidas. Fazer cumprir a lei é uma delas. Sobre-legislar não o é.
Adicionalmente, as intervenções devem ter como objectivo reduzir o tempo necessário a que a sociedade civil e o mercado se auto-regulem. Concretizando: uma empresa que produza leite destituído de nutrientes (como aliás aconteceu na China) poderá causar sérios problemas de saúde pública. Na China, centenas de crianças morreram subnutridas. A sociedade encarregar-se-ía de resolver isto: as pessoas deixariam de comprar o leite e a empresa em causa iria à falência. Neste caso em específico, o Estado pode de facto intervir, acelerando todo este processo (punindo a empresa por atentado à saúde pública — fazendo cumprir a lei).
O que o liberal nunca defenderá é que o Estado interfira, por exemplo, nos lucros de uma empresa.
Esta posição é naturalmente contrária à de génese socialista, que pressupõe um Estado intervencionista, regulamentador e fiscalizador. Pressupõe que um conjunto de indivíduos é capaz de gerir o país melhor que todos os seus agentes económicos. Assume que, à partida, tudo deverá estar limitado e condicionado. Atenta à liberdade económica.
A eficiência do Estado
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- Published September 22nd, 2008 in Política
O André Abrantes Amaral da Atlântico conta-nos um episódio interessantíssimo que demonstra irrefutavelmente a tremenda eficiência do Estado.
Há privado igualmente ineficiente? Claro que sim. A grande diferença é que eu posso saír porta e fora e dirigir-me à concorrência. Com o Estado, não.
O casamento homossexual no espectro político
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- Published September 21st, 2008 in Sociedade
É engraçado enquadrar a questão do casamento homossexual no espectro político.
A direita conservadora é contra, impondo as suas convicções morais nos outros, precisamente da mesma forma que a esquerda reaccionária impõe as suas convicções económicas em toda a sociedade.
A direita liberal assume, acima de tudo, a defesa da liberdade individual, deixando sempre a cargo do indivíduo a escolha. Se dois indivíduos do mesmo sexo querem casar e viver juntos, que casem.
A Segurança Social é irredutível?
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- Published September 21st, 2008 in Política
Com a crise que paira na AIG, a maior seguradora americana responsável pelos planos de poupança de cerca de 74 milhões de euros, a esquerda volta a apontar as armas a todos aqueles que defendem a privatização da Segurança Social.
A questão que se coloca é se a Segurança Social é irredutível? Com o envelhecimento da população, a inflacção, o aumento da população inactiva e a diminuição da população activa, a resposta nunca poderá ser um preemptório “Sim”. Pelo contrário, é muito provável que a minha geração esteja hoje a descontar e que nunca veja retorno.
Um sistema liberal é melhor? Eu colocaria a questão de outra forma. O sistema liberal permite-me gerir esse dinheiro da maneira que bem entender. Permite-me capitalizá-lo se assim o entender ou guardá-lo debaixo da cama.
Acreditar na Segurança Social é acreditar que o Estado faz um melhor trabalho a gerir o meu dinheiro e a zelar pelos meus interesses. Eu não acredito.
Por outro lado, e do ponto de vista social, acreditar que estamos a pagar a reforma dos nossos avós é pura ilusão. A classe média — que amonta ao grosso da população portuguesa — estaria bem melhor se não fosse privada dos obscenos 27% (pagos pela empregador) + 11% (pagos pelo próprio) durante a sua vida activa.
Em última instância, deveria sempre competir ao indivíduo a escolha — se quer descontar para a Segurança Social ou se prefere gerir ele próprio esse dinheiro.
Hayek
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- Published September 21st, 2008 in Economia
Numa altura de crise no mercado (perfeitamente normal, aliás, e reflexivo da “Mão Invísivel” que Smith refere em The Wealth of Nations), é sempre bom recordar Hayek para desmistificar a ideia mística da infalibilidade do socialismo.
Building on the earlier work of Mises and others, Hayek also argued that while, in centrally-planned economies, an individual or a select group of individuals must determine the distribution of resources, these planners will never have enough information to carry out this allocation reliably. The efficient exchange and use of resources, Hayek claimed, can be maintained only through the price mechanism in free markets.
Mais, aqui.
O comunista na Festa do Avante!
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- Published September 2nd, 2008 in Política
Ora aqui estão os belos signatários do PCP.
Patriotismo vs Nacionalismo
Em jeito de retorno de férias [1], uma análise breve e sucinta mas interessante à dicotomia do patriotismo vs nacionalismo.
“Patriotismo é amor à pátria, Nacionalismo é ódio a tudo o resto”
[1] - Que ainda não as tive, mas aplica-se aos leitores.
Dicotomia do Espectro Político
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- Published August 10th, 2008 in Política
Num artigo dos Ladrões de Bicicletas, é feita uma referência ao SNS e às declarações algo contundentes da Ministra Ana Jorge. No decorrer do artigo é deixada uma referência interessante.
“[O serviço público] É mais barato e é muito mais decente. Só o SNS pode materializar o melhor dos princípios nesta esfera da vida: a cada um segundo as suas necessidades.”
O estudo epistemológico desta premissa que é tida como verdadeira pelo seu autor permite estabelecer, de forma redutora mas aferida, a dicotomia entre a esquerda e a direita no espectro político.
Necessidade vs Habilidade
A esquerda acredita que há direitos consagrados e que as necessidades devem ser sempre atendidas, independentemente do esforço ou contributo do necessitário. A esquerda acredita que as necessidades de terceiros devem ser satisfeitas mesmo que a custo pessoal, prejurando legalmente inclusivamente — ou, perdão, “destituindo do controlo privado algo que é de herário público”. Taxando, legislando ou destituindo.
Coloquemos a seguinte questão: o que é uma necessidade? Para mim pode ser um Aston Martin DB9. Para o outro pode ser sopa e pão. Quem é capaz de avaliar, por nós, as nossas próprias necessidades? De que forma é redistribuida a riqueza se alguém, que não nós, toma essa própria decisão? Por livre arbítrio? Voto democrático? Uma pasta dos dentes a cada 3 meses como em Cuba?
A direita assume uma postura completamente diferente: a cada indivíduo de acordo com a sua habilidade. A direita não dá direitos consagrados — é preciso trabalhar e lutar para os ter. A direita assume que a medida da habilidade, concreta e definível pelo indivíduo e validável pela sociedade, é mais precisa e objectiva que a da necessidade.
Isto não significa, porém, que os mais fracos sejam os sacrificados. Aqueles que mais merecem o apoio do Estado são aqueles que nunca tiveram ou terão oportunidade de trabalhar e de lutar. A esses sim, o Estado deverá atender. Mas a todos aqueles que optaram, de livre e espontânea vontade, por não adquirirem quaisquer habilidades, então, de forma igualitária, também terão de resolver as suas próprias necessidades, não à custa dos outros mas à custa do seu próprio suor.
O contributo da Habilidade
É a habilidade, e não a necessidade, o motor da sociedade. A habilidade resolve problemas, a necessidade adia-os. A habilidade premeia quem se esforça, a necessidade desculpa o laxismo.
Trata-se, na verdade, da inversão da polaridade da própria esfera da sociedade: o meu contributo para a sociedade vs o que eu vou retirar à sociedade. Dando carta verde à drenagem constante, segundo critérios pouco objectivos — necessidades —, o indivíduo percebe que, afinal, não precisaria de ter estudado ou trabalhado tanto. Basta ter uma prol de filhos ou conhecer alguém que justificasse a necessidade de ter um barco.
Portanto Caro João Rodrigues, permita-me corrigi-lo:
“a cada um segundo a sua habilidade.
No dia em que assim não for, assistirá ao êxodo de todos os hábeis que resolvem problemas e necessidades. E depois explicar-me-à como é que os necessitários irão atender às suas necessidades.
Os ciganos em Portugal
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- Published July 31st, 2008 in Política
Preparava-me para escrever um texto sobre a questão dos emigrantes, mas o Rui Moura fê-lo — eloquentemente, diga-se — pelo que me escuso a repetir o mesmo.
Mas o Rui não explora o âmago da questão: porquê que isto acontece. Acontece porque vivemos num país socialista que dá casas a quem não trabalha para as merecer, injustiçando aqueles que não estão com os filhos para poderem trabalhar para pagar o empréstimo da casa. Acontece porque permite que essas pessoas, que entraram no país de forma ilegal, possam permanecer no país. Acontece porque “ninguém é ilegal”, mas há uns que seguem a lei e outros que não. Acontece porque há quem pense que nascemos com direitos garantidos, sem que tenhamos de nos esforçar por isso.
Portanto, o problema não está verdadeiramente nos ciganos. Está num Estado que permite que existam parasitas na sociedade. O facto de terem sido ciganos é meramente circunstancial.
O Mercado e o Estado
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- Published July 22nd, 2008 in Economia, Política
O José Castro Caldas do “Ladrões de Bicicletas” escreveu um artigo sobre “O Mercado e o Estado”, justificando a presença de um Estado regulador e intervencionista nos Mercados.
Estou em total desacordo. Em primeiro lugar, porque José Caldas parte de premissas erradas: que existe alguém que poderá arbitrar sob o que é vendível ou não. Essa arbitragem é única e exclusivamente feita entre dois indivíduos: o que tem algo para vender e o que está disposto a comprar.
Mas esta definição não basta. É preciso perceber o conceito de propriedade privada. É preciso perceber que não existe geração espontânea: os carros, os aviões ou as vacinas não foram criadas do nada. Foi depositado esforço, dedicação, conhecimento e abilidade. A propriedade é, então, de quem a cria (no sentido mais âmplo e não na interpretação marxista-leninista). Sejam vegetais, automóveis ou transístores.
Compreendendo isto, é imediato perceber que o mercado funciona transaccionando propriedade privada. Os intervenientes, naturalmente, querem o melhor para si — capitalizar ao máximo a sua propriedade. Ora, numa transacção ambos os indivíduos querem o melhor para si. A transacção ocorre quando, conscientemente, os dois indivíduos consideram que efectuaram um bom negócio. O produtor recebeu o que devia e o consumidor pagou o justo.
Quando entra o Estado no Mercado, desvalidam-se estas premissas. A intervenção e regulação do Estado conduz a que, por arbítrio e aval de algo que dificilmente é objectivamente definido, a plataforma de transacção deixe de ser moderada pela noção de bem próprio (i.e., eu quero o melhor para mim), mas antes por considerações e ideologias dificilmente mensuráveis ou quantificáveis. O “interesse público”.
Os eficientes passam a ser a ameaça aos ineficientes. O Estado resolve invertendo o fluxo normal do dinheiro — taxando os eficientes e subsidiando os ineficientes. Isto cria um artificialismo que beneficia os inaptos em detrimento dos hábeis, os maus em detrimento dos bons.
As consequências a médio e longo prazo são óbvias. Os eficientes deixam de ser produtivos. A produção e quantidade diminuem e os preços inflaccionam. Ao existirem “moribundos” no mercado, os restantes produtores e consumidores saiem lesados. Os produtores porque terão de regular os seus preços por empresas que recebem artificialmente dinheiro que lhes permite usar margens virtuais; os consumidores porque pagarão mais por bens que não estão a ser desenvolvidos em condições óptimas.
Atlas Shrugged
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- Published July 21st, 2008 in Pessoal, Política

Atlas Shrugged foi, definitivamente, o livro que mais me influenciou. E não são precisas teorias conjunturais ou crenças ideológicas. Tudo o que Ayn Rand faz é executar a lógica sobre a razão. Raciocionar.
Quem leu o livro sabe que Rand nunca toleraria que fosse feita uma introdução ao seu livro, por muito objectiva que fosse. Atlas Shrugged não se explica, lê-se. Mais ainda, Atlas Shrugged não se oferece, compra-se. Para si e somente para si.
Ronald Reagen e o Socialismo
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- Published July 21st, 2008 in Política
Uma das frases mais interessantes de Ronald Reagen é certamente aquela que descreve o socialismo em todo o seu esplendôr:
“If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And If it stops moving, subsidize it.”
Basicamente, desviar o dinheiro de quem é eficiente e produz para quem não é eficiente e não produz. A receita para o sucesso, claramente…
Bandas que vou perder…
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- Published July 21st, 2008 in Música

Dada a total ausência de tempo (até para bloggar, como pode ser comprovado pela data do último post), não vou poder ir a uns quantos festivais onde estarão bandas incríveis como The Hives, Franz Ferdinand, White Stripes, entre outros.
No entanto, serve este post como aviso para quem goste de Rock Alternativo que perdeu The Hives no Optimus Alive! mas que os Franz Ferdinand estarão no Sudoeste.
Para quem esteve no Optimus Alive! e teve oportunidade de ouvir The Hives e, passando para o Electro, Boys Noize e MSTRKRFT, devo admitir a minha total e inegável inveja.
Como a Califórnia vê os EUA
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- Published July 1st, 2008 in /dev/random
Depois de viver lá um ano, não posso contestar alguma semelhança com a realidade. Excepto a parte dos New Yorkers, que vivem numa cidade incrível e não propriamente obnóxia.

Raça?
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- Published June 17th, 2008 in Portugal, Política
Cavaco Silva falou em “dia da raça”, e estalou o escândalo entre os polícias do vocabulário. BE e PCP dizem que o Presidente recuperou o vocabulário nacionalista e racista do Estado Novo. Eis um notável exercício de demagogia política que, com certeza, provocou lágrimas comovidas nas carcaças de Lenine e Trotsky.
…
Salazar, Jerónimo e Louçã poderiam sentar-se, tomar um chá e conversar durante horas sobre aquilo que os une: o ódio visceral que sentem contra a sociedade liberal composta por indivíduos cosmopolitas e não por grupos nacionalistas. O léxico corporativista de Salazar será muito diferente do vocabulário sindical de BE e PCP? Meus amigos, votar no BE e no PCP significa legitimar uma mensagem reaccionária e nacionalista. Votar no BE e no PCP é regressar a Salazar. Não, obrigado.
O resto da coluna do Expresso por Henrique Raposo é extremamente interessante. Recomenda-se a leitura.
Parabéns Adam Smith
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- Published June 15th, 2008 in Economia

Em 1723 nasceu um dos maiores influenciadores da economia moderna. Adam Smith.
Adam Smith foi responsável pela concepção da visão clássica da Economia, do conceito de mercado livre, da divisão do trabalho e da mão invisível. Tudo somado, criou o capitalismo, base para “A Capital — Um manifesto político” de Karl Marx, que o acusava de ser a razão de todos os males da sociedade moderna.
O capitalismo, longe de ser perfeito, promove aqueles que de esforço e mérito e dá liberdade ao indivíduo para que dependa apenas dele para construír o seu futuro.
Parabéns Adam Smith!
Especulação e a Economia do séc. XXI
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- Published June 14th, 2008 in Economia
É interessante observar a evolução da Economia e como esta se tem alterado no século XXI. Uma das mais elementares bases da economia é a Lei da Oferta e da Procura. Esta lei, decorrente da observação empírica, afirma que quando a oferta é muita e a procura é pouca os preços baixam, sendo que, no necessário oposto em que a procura é muita e a oferta é pouca, os preços sobem. Esta relação causal é fácil de se perceber e tem aliás ditado os princípios básicos de funcionamento dos mercados livres.
Recentemente com a evolução das novas tecnologias e com a globalização, os mercados produtivos reais, isto é, que traduzem a compra e venda de produtos e serviços entre indivíduos, tornaram-se virtuais. Este sector financeiro, que na sua forma mais básica pode ser visto como uma transacção entre dois indivíduos, sendo que um disponibiliza o produto e o outro paga por esse produto, tornou-se um sistema universal em que qualquer pessoa, interessada ou não nos produtos, pode transaccionar.
Esta mudança teve e tem diversas repercussões e é fácil perceber porquê. Exemplifiquemos com a aquisição dos alimentos. Se dantes essa aquisição era acertada directamente com os produtores, hoje ela é mediada por um mercado que para além de comercializar o objecto de permuta, disponibiliza também folhas de papel “equivalentes” (do ponto de vista financeiro) que também são comercializáveis.
Ora, a criação destes novos mercados financeiros criou oportunidade de negócio para todos aqueles que acreditam que podem prevêr a evolução da lei da oferta e da procura — os especuladores. Acreditando que o petróleo será escasso dentro de 13 anos, estes compram-no, causando eles próprios a alteração da procura, que aumenta. Por conseguinte, o aumento da procura vai, segundo a Lei da Oferta e da Procura, aumentar os preços.
Também é verdade que a procura tem aumentado pelo crescimento dos países emergentes, como a China, Índia, Brasil, entre outros. Embora verdade, é interessante verificar que, a título de exemplo, o investimento nos mercados finançeiros das commodities por parte de fundos e pensões aumentou 1900% desde Março do ano passado. Por muito que os países em desenvolvimento tenham crescido, dificilmente conseguiram alavancar tanto o preço dos mercados.
É, pois, importante admitir e validar que os mercados financeiros têm sido efectivamente sujeitos à especulação. Essa especulação desvirtua qualquer sistema político-económico. O próprio capitalismo, que tem por base uma economia de mercado onde os bens são transaccionados livremente segundo a Lei supra-enunciada, fica sujeita ao mundo da fantasia dos especuladores, alterando ou mesmo abolindo o princípio trivial de funcionamento do mercado.
Esta especulação tem também pontos positivos — alertar para o inegável facto que os recursos são limitados. Este poderá ser, portanto, o motto para a regeneração do mercado. Criam-se necessidades — aquela de não depender do petróleo, por exemplo — e surgem oportunidades de fornecer alternativas. As soluções não são imediatas e haverão consequências no período intermédio.
Não surgiu ainda uma solução óptima para esta nova economia do séc. XXI, onde os mercados finançeiros criam um mundo de fantasia disconexo com a economia real. Há quem sugira promover as transacções ponto a ponto. Esta opção dificilmente será válida. Portugal, por exemplo, não tem petróleo e, como tal, não depende apenas de si. Outra alternativa é limitar os preços dos produtores. No entanto, esta possibilidade acarreta, como aliás é demonstrável por países que já a implementaram, a eventualidade de uma falência por parte dos produtores.
Será interessante, do ponto de vista académico e histórico, observar como será torneado este problema ou, alternativamente, como a sociedade se adaptará a ele. Infelizmente, enquanto os especuladores juntam fortunas com produtos de primeira necessidade, os mais pobres, aqueles que mais sentem as consequências do aumento dos preços, serão os primeiros a sucumbir. Esta nova economia desvirtua a noção básica de produção, valor e dinheiro. Os parasitas da sociedade, de uma forma ou de outra, conseguem dar a volta, amealhando a sua fortuna à custa do trabalho dos outros — os que efectivamente produzem e os que efectivamente consomem.
Crise “terminou bem”?
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- Published June 12th, 2008 in Portugal, Sociedade
Mário Lino afirma convicto que a greve dos transportes “terminou bem”. Como? Terminou bem?
Para além do ultraje que é privar os demais de poderem trabalhar, a ocupação ilícita de espaço público, o vandalismo e ainda um condutor morto, como é possível alguém, no seu perfeito juízo, considerar que a greve terminou bem?
Desculpe Ministro Mário Lino, mas a greve foi uma vergonha. Uma vergonha num Estado de Direito. Uma vergonha inadmissível. Inadmissível que as autoridades fiquem a observar passivamente. Vergonhoso que os demais membros do Governo não tenham coragem para impôr a ordem.
E, ainda mais vergonhoso, é o senhor estar convicto que o desfecho foi positivo.
Se o PCP ganhasse as eleições…
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- Published June 10th, 2008 in Portugal, Política
Esta não é uma estória, é uma história. Uma visão. Um prognóstico. Para bem do futuro deste país, nunca acontecerá.
Se o PCP ganhasse as eleições, eis o que aconteceria a Portugal:
6 meses
- Aumento da carga fiscal para 60% para a classe média-alta e classe alta;
- Aumento do salário mínimo para 1000€;
- Consagração dos contratos de trabalho vitalícios, ficando os empregadores proibidos, excepto por ordem do Estado, de despedir trabalhadores;
- Diminuição do expediente diário para 6 horas;
- Declaração de 2 meses de férias por ano obrigatórios para todos os trabalhadores e operários;
1 ano
- Reforma à Constituição, atribuindo poderes inalienáveis e supra-constitucionais ao Primeiro Ministro;
- Quebra de produção de 30% fruto das novas leis laborais;
- Nacionalização de todas as áreas ditas “estratégicas”, desde energia, até escolas e hospitais;
- Instituição de quotas de produção nas grandes indústrias;
- Abandono da União Europeia para que se possam prepetuar as políticas comunistas;
- Abertura do país a todos os emigrantes;
- Criação da directiva “Oportunidades Iguais”, limitando aqueles que mais produzem como forma de dar “oportunidade” aos que querem entrar no mercado;
- Bloqueio à importação de produtos de países capitalistas, nomeadamente os EUA, Suiça, Inglaterra, entre outros;
- Criação de alianças estratégias com Cuba, Rússia, China e Venezuela;
- Primeira visita diplomática à Coreia do Norte;
2 anos
- Aumento em 50% do crime, do vandalismo e da destruição da propriedade privada;
- Início da crise na Segurança Social que não tem capacidade para lidar com tantos imigrantes;
- Criação de uma polícia secreta PCom, semelhante à CapCom criada na URSS, para garantir que a lei e o Estado é soberanamente respeitado;
- Crise de desemprego — desemprego atinge os 30%;
- Declaração de falência/abandono do país por parte dos grandes grupos financeiros;
- Em nome do “interesse público”, destituição da propriedade privada a todos aqueles que tiverem mais do que “aquilo que necessitam”;
- Nacionalização de todo o sector finançeiro, desde bancos a seguradoras;
- Instauração de uma lei de anti-ruralização, obrigando as pessoas a trabalharem no interior de Portugal, à semelhança do que se passa na China;
- Instauração de uma lei que impede os industriais de pararem de produzir ou de abandonarem o país; A sua aplicação é garantida pela PCom;
- Início de relações cordiais com a China, sendo permitida a importação de todo e qualquer produto Chinês;
- Primeira tentativa de um golpe de Estado, tendo o apoio de alguns membros do exército, PSP e cidadãos; Todos os prepretuadores são detidos pela GNR e pela PCom, sendo o seu destino incerto, como aliás aconteceu e acontece na URSS, China, Cuba, etc..
- Limitada a aquisição de casas e carros a uma/um por família;
4 anos
- Os grandes industriais, as mentes brilhantes e os verdadeiros trabalhadores abondam o país, pedindo exílio na Europa e nos EUA;
- Racionalização dos bens essenciais por escassez, tendo cada família uma quota a cada três meses, como acontece em Cuba
- O país entra numa crise industrial sem precedentes, perdendo a capacidade produtiva;
- O Estado, declarando estado de emergência pública, nacionaliza todas as empresas e cria um centro de emprego onde todos aqueles com mais de 21 anos são obrigados a alistar-se e a trabalhar onde forem adjudicados;
- A pobreza atinge agora 70% da população, sendo apenas garantido pelo Governo o mínimo para a sobrevivência;
- Alteração da constituição para que não sejam necessárias eleições;
Este cenário que aqui descrevi a quatro anos não foi fruto da minha mente criativa. Limitei-me a pegar nos exemplos factuais e verídicos de países que já foram/são comunistas, como a China, URSS/Rússia, Coreia do Norte, Vietname, Cuba, entre outros, e a reproduzi-los em Portugal.
A visão é terrível. Mas tendo em conta que Portugal é o único país da Europa onde um partido comunista tem uma quota superior a 10%, não é de negligenciar. É preciso ler, reflectir e lutar. Lutar para evitar que alguma vez este cenário seja mesmo um retrato do passado.
A todos aqueles que amam a liberdade e o capitalismo, esta é uma mensagem de subliminar importância!
Feriados em Portugal
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- Published June 10th, 2008 in Portugal
Há definitivamente demasiados feriados e, pior ainda, convidativos a fazer uma ponte.
GOD
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- Published June 5th, 2008 in Portugal, Empreendorismo, Sociedade

Já que toda a gente já falou do que é o GOD, falarei do que não é. O GOD — Gathering of Developers — não é um local de culto a uma tecnologia ou moda específica. Mais ainda, não é um culto a tecnologia. É um conjunto de pessoas que livremente se querem reunir para falar dos mais diversos temas com abertura, racionalidade e alguma cerveja à mistura.
O GOD não é um grupo entre outros grupos. Não somos mais ou menos que os outros. O GOD é um conjunto de pessoas com interesses em comum — não obstante as ideossincrasías individuais de cada membro.
O GOD não é para informáticos. É para informáticos, engenheiros, designers, arquitectos, políticos, empreendedores, empresários e para toda a gente interessada em conhecer outros que partilham o prazer de produzir — maioritariamente dentro das tecnologias de informação, mas não apenas.
O GOD não é uma exuberância, é uma necessidade. A necessidade de conhecer pessoas apaixonadas, brilhantes, inteligentes, esforçadas e que gostem de produzir.
Existe aqui uma oportunidade única de finalmente promover o networking dos pares e de, com isto, criar oportunidades únicas para todos. O GOD é a concretização dessa oportunidade.
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