Citando Manuela Ferreira Leite…
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- Published May 20th, 2008 in Política
Um partido Social Democrata, não um partido liberal. Um partido popular, não um partido populista.
– Manuela Ferreira Leite
Partido Social Democrata
Dois coelhos (!) numa só cajadada.
Portugal a virar à esquerda?
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- Published May 19th, 2008 in Crónicas, Política
É curiosa a sondagem que indica que o BE e o PCP juntos reúnem quase 20% do eleitorado. Ainda mais curioso é tentar perceber as causas.
Depois do 25 de Abril começaram a surgir círculos sociais que dependiam inteiramente do Estado. Mobilizaram-se tanto que, contrariamente aos seus concidadãos, garantiram que nunca fossem despedidos. Asseguraram muitas outras regalias, nomeadamente os horários de trabalho privilegiados, progressão automática na carreira, etc..
O PS de Sócrates, mais a centro que o PCP e o BE, apercebeu-se das desigualdades que existem entre um cidadão comum e os funcionários públicos, iniciando não uma cruzada contra estes cidadões (como a retórica demagoga dos partidos de extrema esquerda insiste em repetir), mas antes uma rectificação daquelas que eram verdadeiras injustiças sociais.
Naturalmente que 700 mil pessoas fazem a diferença e não irão querer perder as regalias. Apercebendo-se que o PS é afinal um partido realista e não apenas idealista, pendem agora para quem lhes dê a garantia que irão continuar com as suas regalias — o BE e o PCP. São estes os partidos que melhor podem assegurar os tachos no Estado e os empregos para a vida. Os benefícios que nunca se perdem e as regalias que são indexadas a tudo menos ao mérito.
Esperemos que antes de virar à esquerda, o país acorde e decida mas é trabalhar, e trabalhar bem.
Recém chegados…
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- Published May 15th, 2008 in Pessoal
Eis os meus recém chegados livros encomendados da Amazon USA. Demoraram uma espantosa semana e meia a chegar, bem mais rápido que algumas encomendas nacionais que tenho feito. Dos cerca de 50 livros que já encomendei pela Amazon, foi certamente a encomenda mais rápida.
O livro no topo é “A Tale of Love and Darkness” que conta a história de um judeu que acompanhou a criação do estado de Israel, conflitos com a Palestina, as 7 guerras, a secreta Mossad, etc.
O livro imediatamente a seguinte, “Confessions of an Economic Hit Man”, é precisamente isso: a confissão de um indivíduo que trabalhou para várias corporações e cujo objectivo era levar países de terceiro mundo a celebrar contratos com os EUA que fossem favoráveis a essas mesmo empresas.
O terceiro livro é “A Capital” do sociólogo Karl Marx. A versão que li da Capital foi a abreviada e que, embora fosse suficiente para me afastar da teoria comunista, não substitui a versão completa.
O quarto e último livro é “Atlas Shrugged” de Ayn Rand, uma filósofa dos tempos modernos. Conta e narra, sob a forma de novela, uma teoria social totalmente oposta àquela do comunismo, colocando o individualismo e o egoismo como motor do mundo. A história é contada sob a questão de o que aconteceria ao mundo se o motor deste (aqueles individuos que marcam a diferença) parassem.
Os dois primeiros livros são meras histórias, os terceiro e o quarto são ideologias políticas diametralmente opostas. Não me identifico com nenhuma em específico — descarto o colectivismo ôco como descarto o individualismo egoísta, optando por juntar os dois naquilo que acredito que seja o credo da humanidade: o indivíduo deve aspirar ao máximo e, colectivamente, ser ainda melhor do que seria sozinho.
Optei por começar a ler o Atlas Shrugged, talvez porque é a sequela de Fountainhead, um livro também ele muito bem escrito.
Quando acabar de ler estes 4 livros (algures para Setembro, se o tempo o permitir) tenho já uns 7 preparados. O tema penderá agora para tecnologia (a minha biblioteca pessoal é composta de livros técnicos e de livros de política/história), nomeadamente “Programming Erlang: Software for a Concurrent World”, “Distributed Event-Based Systems”, Ambient Findability: What We Find Changes Who We Become, entre muitos outros…
Quem quiser mostrar alguma ideologia política ou tecnologia, existe um botão do lado direito para oferecer um livro da minha wishlist ;-)
Boas leituras!
Proposta de Emprego
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- Published May 14th, 2008 in Humor
Acabou de chegar ao meu correio electrónico mais uma pérola. Foi enviado a todos os alunos de Engª Informática da FEUP.
Caro colega
Preciso de ajuda de alguem que conheça/domine minimamente programação em PHP aplicado a WebDesign.
É para colaboração num trabalho muito importante e com muita urgência de um site que uma amiga minha está a fazer. E por isso ela nem se importa de pagar à pessoa.Precisava duma resposta o mais rapidamente possível.
Obrigado.
Espetacular. Não se importa de pagar!!
Haja coragem!
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- Published May 12th, 2008 in Política
Manuela Ferreira Leite escusou-se a responder em quem tinha votado nas eleições legislativas de 2005.
Alguns paladinos, nomeadamente Pedro Passos Coelho e Santana Lopes, usam isso imediatamente como arma de arremêsso. Acusam-na de política circunstancial e não cumprir os interesses do PSD.
Errado! Cumprir os interesses do PSD é contribuir para um Portugal melhor. Nem o PSD nem nenhum outro partido existem sob outro desígnio que não tornar Portugal num país melhor (bom, tenho algumas dúvidas quanto aos partidos extremistas como o PCP e o PNR…). Se Manuela Ferreira Leite não votou em Santana Lopes (especulação apenas) foi porque acreditava que Santana Lopes não estava nem está apto a liderar o país.
Eu só posso aplaudir. Primeiro, porque Manuela Ferreira Leite coloca os interesses do país à frente dos interesses do partido, o que demonstra uma coragem e seriedade inigualável. Segundo, porque teve a capacidade de discernimento para perceber que o candidato do seu partido não estava apto e, por conseguinte, não votou. Por último, porque não mentiu e simplesmente recusou-se a responder, levantando o véu sobre a sua posição.
Manuela Ferreira Leite é um exemplo de política séria e, mais importante ainda, nacional. Manuela Ferreira Leite é para todos.
FOX News e a propaganda republicana
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- Published May 11th, 2008 in Política
Que a FOX News é o bastião da propaganda republicana, qualquer pessoa que veja televisão e acompanhe notícias o sabe. Mas há limites.
No vídeo que se segue pode-se ver um jingle de apresentação do noticiário em que por breves instantes (3 a 4 frames) se vê apenas e somente John McCain, candidato presidencial, e a sua mulher Cindy.
Eis o porquê de a RTP não dever ser privatizada. Os media e as telecomunicações são o mais poderoso instumento de propaganda, e deixá-lo apenas a serviço dos privados é um risco que nenhum país se deve submeter. Naturalmente que também existe propaganda do estado e o Governo Chinês, Russo ou Cubano são especialistas nisso. A diferença é que para o mal e para o bem, esses governos foram outrora eleitos pela sua população…
House Music United - Yes We Can
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- Published May 11th, 2008 in Política, Música
E eis que pegam no discurso do Barack Obama e fazem um hit House (em 2º lugar no Beatport). O vídeo encontra-se a seguir.
Viva a Europa!
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- Published May 10th, 2008 in Internacional

Foi ontem, dia 9 de Maio, comemorado o dia da Europa. E viva a Europa!
Barões? Quais Barões?
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- Published May 6th, 2008 in Crónicas, Política

Acho curioso falar-se de barões no PSD e iniciar-se o fracturante sectarismo mais típico das guerrilhas BE vs PCP.
O PSD não é feito de barões. É feito de pessoas em diferentes classes sociais e económicas (e daí a referência de Manuela Ferreira Leite ao PSD ser um partido interclassista), algumas das quais com um passado político notável. “Barão” é a forma gratuita e barata de nos referirmos a alguém com um passado político acreditado por iniciativa própria ou mesmo demanda popular e tentar denegrir essa imagem, dando a ideia, puramente semântica, que são colocados num pedestal inacessível ao comum. “Barões”, não parece mas é, foram aqueles sujeitos a sufrágio democrático onde lhes foi depositada a confiança da população e em que ganharam algum cargo governativo. “Barões”, acusam eles, são afinal aqueles que efectivamente fizeram algo mais do que falar.
Quando não se dispõe de um passado creditado com boas ou mesmo más iniciativas, o fácil é apelar ao populismo bacôco e repetir incessantemente que o “pôvo” e as “bases” é que mandam, tentando matar dois coelhos de uma só cajadada: tirar mérito àqueles que têm passado político no PSD pois tornam-se barões e se distanciam do pôvo e imprimir uma espécie artifical de virtude por ter passado nenhum.
Manuela Ferreira Leite não é dos barões ou das bases. Não é dos advogados nem dos amigos. Não é do tio nem do cunhado. É de todos e para todos os Portugueses.
Ironia de Cônego de Melo
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- Published May 3rd, 2008 in Política
É tão irónico que os deputados do Bloco de Esquerda considerem uma indignação e vergonha a homenagem prestada a Cônego de Melo por este ter alegadamente feito parte de redes de extrema-direita, quando a vasta parte dos partidos constituintes do Bloco de Esquerda (como a UDP) faziam parte do PREC e foram responsáveis pela invasão e destituição de propriedade privada entre muitos outros delitos tão ou mais graves. E só não foi pior porque foi possível impedir a implantação de uma outra ditadura.
Ao menos o PCP foi coerente, sabendo que aliás também homenageia Cunhal e Otelo, votou contra mas por lá ficou.
Até a Segurança Social é centralizada!
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- Published May 2nd, 2008 in Crónicas
É impressionante como tudo neste país está centralizado em Lisboa. Até os sistemas de informação.
Hoje um amigo meu foi a uma repartição da Segurança Social tentar pagar o devido. Qual não é o seu espanto quando o informam que não o pode fazer porque, e cito, “o sistema em Lisboa está em baixo”.
Ok, muito bem, o sistema está em baixo. E quando um dos servidores do Google está em baixo? Todo o mundo pára? Não. Existem vários servidores dispersos por vários pontos que garantem a redundância.
É incrível como fica todo um país suspenso por um servidor cito em Lisboa.
P.S. - Claro que isto não tem nada a ver com Lisboa, o servidor poderia estar noutro sítio qualquer. Mas é tanta a centralização e a crença que tudo deve passar por Lisboa que nem passa pela cabeça dos políticos portugueses que há forma de garantir o serviço quando, imagine-se, é ponte em Lisboa.
Paradoxos
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- Published May 1st, 2008 in Economia, Política
Por sua vez, Passos Coelho criticou “a obsessão do défice que existe desde 2002″, considerando que está “a destruir a economia, as empresas e o emprego” e que se anda “há sensivelmente sete anos a tentar resolver o problema com medidas temporárias, provisórias”.
A obsessão pelo défice e pelo controlo da despesa é o panteão do liberalismo e dos conservadores e das políticas monetárias de Milton Friedman. Aliás, essa obsessão é alvo de críticas por muitos economistas keynesianos, afirmando que é normal o país ter défice controlado, o que é não é normal é toda uma economia girar em torno disso.
Pedro Passos Coelho, assumidamente liberal e individualista, critica ele mesmo aquele que é um dos resultados práticos das suas ideologias — a obsessão pelo controlo do défice.
Racionalidade crítica ou a crítica pela crítica?
Nova Lei Laboral do Trabalho e os Partidos de Esquerda
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- Published April 27th, 2008 in Política
É interessante o contraste entre a celeridade que os partidos de esquerda e extrema-esquerda desejam para acabar um casamento, mas a morosidade e o contrato para toda a vida quando se aplica ao contexto do trabalho.
De resto, esta nova lei laboral é apenas um exercício de revolver aquela que Bagão Félix pretendia implementar. No entanto, fica a nota positiva do próprio Partido Socialista se ter apercebido que a nossa lei laboral é sobre-protectora, má para os trabalhadores e para o patronato e que premeia tudo menos a excelência e a competitividade.
É importante, contudo, garantir que não existem abusos das empresas portuguesas, até porque o português aprecia o chico-espertismo.
Viva o 25 de Abril!
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- Published April 26th, 2008 in Portugal

E passa um dia do 25 de Abril. Neste dia ido faz agora 17 horas, reunimos os amigos à volta de um belo churrasco, compramos carne e álcool q.b. (isto é, muita Super Bock, muito Jameson), falamos alto, fumou-se, insultou-se, riu-se e brindou-se.
O 25 de Abril ocorreu em 74, dez anos antes de eu ter nascido. Há quem não sinta vontade de o comemorar. Até compreendo. Eu também não posso comemorar o 25 de Abril da mesma forma que aqueles que estiveram lá a lutar pela revolução. Mas comemoro para que nunca mais aconteça o que aconteceu.
E comemoro também o facto de a uma ditadura fascista não se ter sucedido outra ditadura, desta feita comunista à imagem da URSS.
Portugal é pequeno, à beira mar plantado. Mas é hoje um país livre.
Um brinde!
NÃO à privatização da RTP
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- Published April 22nd, 2008 in Política
Observando todos aqueles que estão demasiadamente à esquerda ou demasiadamente à direita percebe-se que a sua obsessão com a sua ideologia leva a que estes por vezes percam o seu sentido crítico. Da mesma forma que um partidário de extrema esquerda defende tornar tudo público e um Estado com influência em todos os sectores, um partidário neoliberal ou de extrema direita procura um Estado o menos interventivo possível e com todos os sectores económicos sujeitos à privatização e a um mercado livre.
Quando observamos a partir do centro, sem que haja qualquer preferência pelo regime público ou privado, é fácil contemplar uma série de demagogias de índole ideológica mas com um nulo sentido crítico.
Serve isto de prefácio para o facto de Pedro Passos Coelho, candidato à Presidência do PSD, defender a privatização da RTP. Nunca ouvi os seus motivos para tal, excepto o eterno mito finançeiro. Esquece-se porém que a RTP está a caminho da auto-sustentação (e não o está em pleno porque a RTP2 não tem publicidade) e com um resultado líquido negativo de apenas 2 milhões de euros para o 1º trimestre de 2007 em comparação com o período homólogo de 2006. Comparativamente com o ano 2000, são 196 milhões de euros a mais de resultado líquido.
Ignorando a questão financeira, surgem então apenas desvantagens à privatização. Os privados exercem toda e qualquer influência propagandística que desejarem; os partidos políticos perdem igualdade de tempos de antena ou mesmo direito aos mesmos; as notícias podem ser ajustadas a bel prazer da estação televisiva, etc..
Considerando que a RTP caminha no sentido da auto-sustentação e apresenta-se como a estação televisiva de melhor qualidade actualmente em vigôr, não posso senão suspeitar de interesses económicos e de uns cheques ao portador prontos a assinar àquele que privatizar a RTP.
Manuela Ferreira Leite vai candidatar-se à liderança com o apoio de Rui Rio
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- Published April 22nd, 2008 in Portugal, Política
Hoje é um marco histórico no PSD. Manuela Ferreira Leite, uma pessoa de craveira intelectual excepcional, íntegra, respeitadora e da linhagem de verdadeiros sociais-democratas como Sá Carneiro e Cavaco Silva decide finalmente candidatar-se, com o apoio de Rui Rio e Marcelo Rebelo de Sousa, entre muitos outros ilustres e certamente todas as bases.
Está aqui a oportunidade de terminar a linhagem populista do PSD. Acabar com os Santanas Lopes do partido.
Esta será também uma data única para Portugal. O PSD tem agora a possibilidade de se tornar novamente a primeira opção, relegando o PS para a alternativa. Embora não tenha desgostado do trabalho de Sócrates, Manuela Ferreira Leite é Sócrates e muito mais. Não há dúvidas sobre currículos e títulos, não há dúvidas sobre projectos por assinar. Ferreira Leite é o que é: honesta, isenta, um exemplo.
Está marcado também o dia em que volto a pagar as minhas cotas e que volto a colocar o meu cartão de militante do PSD no topo de todos os cartões da carteira, para que fique orgulhosamente visível quando erguer a carteira. Manuela Ferreira Leite é uma inspiração — e não me canso de o dizer — por ser alguém em quem eu finalmente confio e acredito pela sua integridade.
Viva o PSD, Viva Portugal!
TakeOff 2008 - Resumo para Tótós
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- Published April 20th, 2008 in Crónicas, Empreendorismo
A segunda edição do evento TakeOff, organizado por Alcides Fonseca e Sérgio Santos, decorreu este Sábado passado, dia 19 de Abril. É um evento pequeno e de modesta participação se comparado com outros eventos internacionais, mas é uma iniciativa enorme e louvável num país onde o empreendorismo é reduzido e, como testemunhado por alguns dos empreendedores, desincentivado por muitos.
Apresentações
O foco era naturalmente nas iniciativas empreendedoras na área das tecnologias de informação e o painel de apresentadores fazia jus. A primeira apresentação esteve a cargo de Mário Zenha-Rela, entre muitos outros cargos, director do IPN (Instituto Pedro Nunes) que serve de incubadora a startups. Infelizmente perdi grande parte da apresentação devido ao mau tempo, mas cheguei a tempo de ouvir um pouco sobre o funcionamento da incubadora do IPN. Custa-me a perceber como é que uma startup dará 30% do seu capital a troco de uns quantos metros quadrados. Iniciativas como a do André Ribeirinho da Adegga revelam que com força de vontade o espaço é secundário.
A segunda apresentação foi do Vitor Domingos, mentor do Print.Sc e empreendedor. Veio falar um pouco da sua experiência em obter seed capital e de todo o processo. O Sérgio Veiga da 9idiots.com veio dar uma interessante continuidade à conversa da obtenção do capital de risco, explicando a pormenor o seu caso específico e como foi importante não ter desistido, mesmo perante tantas contrariedades.
Seguiu-se o Bruno Pedro da tarpipe, que veio apresentar o seu produto, uma “facade” para outros serviços web de conteúdos, permitindo através de um ponto único propagar o conteúdo para os demais serviços a que o utilizador também esteja inscrito.
Depois do almoço seguiram-se apresentações também muito interessantes. O André Ribeirinho veio explicar a sua metodologia de trabalho e como consegue coordenar com os restantes sócios do projecto. Explicou também que não recorreu a capital de risco, sendo o projecto inteiramente financiado pelos membros do projecto e dividido segundo uma percentagem fixa e uma divisão 80/20. Foi pena o André não ter oferecido um Reserva de Duas Quintas de 2002 para bebermos enquanto ouviamos a sua apresentação :-)
A apresentação seguinte foi do Mário Valente. Embora tenhamos uma visão política consideravelmente distinta, o seu estilo assertivo, humorístico e confiante de apresentação faz exactamente o meu estilo. Gostei muito e foi uma lufada de ar fresco por ter marcado a diferença. O sumo da apresentação adveio dos casos caricatos que ocorreram nos seus projectos e ficou também a nota que muitas vezes o conhecimento académico é sobrevalorizado.
As últimas duas apresentações foram do Celso Martinho do SAPO (que aliás tinha bastante gente presente a representar) e do Francisco Banha, fundador da Gesventures. O Celso veio falar um pouco da história do Sapo. O seu contexto com o empreendorismo advém do facto de ele ter sido um dos sócios fundadores do projecto quando este foi separado da Universidade de Aveiro. O Francisco Banha falou um pouco dos capitais de risco, tipos de capitais de risco entre outros assuntos menos tech-oriented, mas teria sido interessante lançar alguns desafios à vasta plateia.
A conferência terminou entretanto, excepto para o pessoal do Ruby PT que se reuniu numa jantarada. Aos resistentes do jantar, sobrou ainda tempo para estar num amena cavaqueira com o pessoal da WeBreakStuff e da ClusterCube.
Aspectos Positivos
No global a TakeOff 2008 foi muito boa. Ajudou o painel e ajudou a plateia que continha muita gente conhecida e bem disposta. Foi muito bom reencontrar pessoas e conhecer outras das quais ouviamos falar ou acompanhávamos os blogs.
A promessa cumprida do Alcides (as rodadas de cerveja, e ainda por cima Super Bock!) também foi um momento alto, assim como coffee breaks bem recheados.
Aspectos Menos Positivos
Não poderia escrever aspectos negativos porque estaria a ser injusto. A minha única recomendação seria voluntariamente promover o network, reservando uma hora explícita para o efeito, como aliás acontece em muitas conferências. Fica a sugestão para o próximo ano.
Miscellaneous
Uma nota curiosa. Vi 3 iPhones, 1 portátil com Windows, 3 com Linux e cerca de 12 Macs. É engraçado observar um shift claríssimo da comunidade geek para a plataforma Apple, coisa que há uns anos era absolutamente impensável (recordo-me das conferências inundadas de Thinkpads, HPs ou Dell a correrem apenas Windows ou Linux).
Nota Final
Foi um evento muito bem conseguido e muito por culpa dos organizadores mas também de toda a plateia que deu um ambiente descontraído sem quaisquer conflitos. Não se divergiu muito e existiram conversas muito frutíferas.
Para o ano há mais. Até lá.
Manuela Ferreira Leite
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- Published April 18th, 2008 in Política

Fica o meu pedido público à sua candidatura. Vale o que vale, mas se existir movimentação, talvez se candidate.
Demissão de Menezes
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- Published April 18th, 2008 in Política
Menezes subiu hoje na minha consideração.
Embora eu tenha sido um crítico um tanto acérrimo de Menezes, o que a oposição interna fez não tem qualquer justificação. Impediu Menezes de actuar desde que foi eleito, considerando que a maior parte das suas aparições públicas eram para se defender da crítica interna do PSD.
Mas é importante que Menezes, caso se recandidate, não cometa os três grandes erros que pautaram o seu mandato de secretário geral do PSD:
1) Não ter um discurso orientado ao seu plano de governação e às medidas que visaria tomar;
2) Crítica constante e muitas vezes gratuita ao Governo socialista;
3) Associar-se a populistas e, mais grave ainda, associar-se a populistas como Santana Lopes;
Embora a minha escolha vá imediatamente para Manuela Ferreira Leite, pessoa em quem deposito uma enorme confiança e votos de integridade, hombridade e de excelência (académica, intelectual e pessoal), uma reeleição de Menezes (e eventualmente a derrota nas legislativas) resultaria num importante ensinamento para o PSD, nomeadamente para todos aqueles que não respeitaram o sentido democrático da eleição de Menezes e o atacaram desde o primeiro dia.
Por fim, é bonito observar esta contestação interna no PSD e perceber que no PSD há lugar para contestação, liberdade de opinião e liberdade de acção, por muito pouco ortodoxa que tenha sido desta vez. Atitudes destas nunca seriam permitadas em partidos como o PCP, onde existe uma imposição cerrada no núcleo duro, não sobrando qualquer lugar para a democratização intrapartidária.
Este pode ser o primeiro passo para a revitalização do PSD. Começo a ponderar voltar a pagar as cotas.
TakeOff 2008 - Coimbra, 19 Abril
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- Published April 16th, 2008 in Empreendorismo
Prova Oral: Reprovado!
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- Published April 15th, 2008 in Soft. Livre, Portugal
Intercalado entre bons programas de música, começa às 19h na Antena 3 — das melhores rádios portuguesas — o programa Prova Oral do Fernando Alvim.
O de hoje, nem de propósito, foi sobre “Software Livre”. O facto de se falar de Software Livre num programa generalista despertou claramente o meu interesse, acrescido também pelos sonantes convidados: Fernando Batista (Marketing Manager Sybase), Rui Ribeiro (Professional Services Manager Sybase) e Paulo Trezentos (Director Técnico da Caixa Mágica). Com títulos tão sonantes, quem não ficaria impressionado?
Começa mal.
Os nomes são sonantes mas não são representativos. Primeiro, por constarem duas pessoas da mesma empresa, a Sybase, empresa esta que tem uma relação por esclarecer com o Software Livre. Já o Paulo Trezentos teria algo mais a dizer, não tivesse sido a sua reduzida participação.
Assim que Alvim fez a drástica questão “O que é o Software Livre?”, percebeu-se imediatamente que os convidados estavam ali para falar de tudo menos de SL. Um dos convidados da Sybase sai-se com uma pronta explicação: “Há duas diferenças! A primeira é que é gratuíto, a segunda é que o código é aberto”.
Ora, o Software Livre não tem de ser gratuito. Pelo contrário. O Software Livre pode ser e é comercializado. Não é necessariamente verdade que o Software Livre seja gratuito. Veja-se o caso do MySQL, em que para fins comerciais é necessário pagar uma licença (embora pouca gente o faça, refira-se). Ou já agora a Caixa Mágica, vendida a retalho em grandes superfícies ou em contratos adjudicados ao Estado.
Por outro lado, a questão do código ser aberto. Embora isso seja verdade, o que é verdadeiramente importante para os ouvintes da Antena 3 não é ser aberto. Sabem lá eles o que é ser aberto. Seria mais produtivo e informativo listar quais as liberdades que gozam os utilizadores de SL, nomeadamente a possibilidade de distribuir o programa aos amigos ou alterá-lo (e aqui referir que podem pagar a alguém para que o altere de forma a satisfazer as suas específicas necessidades).
Finda esta questão, a interlocutora (que agora não me ocorre o nome), dispara uma questão que assassinou qualquer possibilidade da conversa ter um desfecho produtivo: “Qual é a diferença entre um virus e um trojan”.
E mais grave que a pergunta totalmente despropositada, o facto de os convidados a terem respondido. Poderiam perfeitamente terem-se esquivado.
A festa continuou. Entre dar o Firefox como alternativa ao Outlook (sugestão da locutora), duvido que alguém tenha ficado esclarecido ou que, corajosamente, tenha ouvido o programa até ao fim.
Reprovado! Fica, no entanto, a intenção. É o que conta, certo?
“Common people don’t want war”
O tempo escasseia, mas esta citação merece todo o tempo do mundo.
“Naturally the common people don’t want war… but after all it is the
leaders of a country who determine the policy, and it is always a
simple matter to drag the people along, whether it is a democracy, or
a fascist dictatorship, or a parliament, or a communist dictatorship.
Voice or no voice, the people can always be brought to the bidding of
the leaders. That is easy. All you have to do is tell them they are
being attacked, and denounce the pacifists for lack of patriotism and
exposing the country to danger. It works the same in every country.
— Hermann Goering, Nazi and war criminal, 1883-1946″
A história repete-se mas a humanidade nunca aprende. Esta citação de Goering é uma descrição perfeita da manipulação a que a população está sujeita, mesmo obstante o facto de ser uma democracia ou não.
E, infelizmente, a história tem-se repetido nestes cinco anos. Pacifistas que têm combatido as constantes guerras imperialistas têm sido conotados de terroristas, mesmo em países ditos democráticos como o são os EUA.
TRIturador
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- Published April 7th, 2008 in /dev/random

E mais um campeonato.
E o Paulo Bento, treinador do Sporting, resumiu bem: “o Porto foi a melhor equipa e tem todo o mérito”.
Política em Portugal
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- Published April 5th, 2008 in Crónicas, Política
Esqueçamos a descida irrisória de 1% do IVA, que tem zero impacto para os consumidores e um decréscimo considerável de receitas para o Estado.
O que é realmente interessante, é a forma suja e execrável como se misturam interesses.
“Jorge Coelho, que está a dias de se tornar presidente da Mota Engil, negociou com esta empresa, enquanto ministro, concessões superiores a mil milhões de euros. (Expresso)”
Não haja qualquer dúvida, o P de Portugal em PIGS é merecido.
Melga Shop + Diácono Remédios
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- Published April 4th, 2008 in Humor
Herman José, quando tinha piada. Há uma fase para tudo e o Herman deveria ter percebido quando acabou a sua. Mas vale pelo que foi.
Já!
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- Published March 31st, 2008 in Sociedade
Este será o primeiro e último post em relação ao polémico assunto “Aluna vs Professora” do Carolina Michaelis. O vídeo mais engraçado que já vi.
A medida correctiva a aplicar a esta rapariga é apenas uma: dois anos numa prisão correcional para menores. Serviria de exemplo a todos aqueles que pensarem voltar a faltar ao respeito a um professor.
“Que morram todos nesta guerra”
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- Published March 28th, 2008 in Internacional, Política
O título não é meu. É parte do texto que vou citar.
“Estou revoltado, humilhado e cego de raiva. Perdido que estou, insulto o tipo que está ao pé de mim. Digo-lhe que esta atitude é típica de quem não respeita os outros; que só sabem matar; que é por estas e por outras que são cada vez mais odiados no mundo; que toda a vida fui pró-americano e que, depois disto, só quero é que todos eles morram neste deserto. Ele olha-me fixamente e pergunta:
- Por que é que estás a dizer isto?
- Ainda perguntas por quê? Olha para o meu estado! Vê o que me estás a fazer, mesmo sabendo que eu sou jornalista de um país vosso amigo. Põe-te no meu lugar. Nem um telefonema nos deixam fazer para a nossa família. Isso é forma de tratar alguém? Acusam o Saddam e depois fazem o mesmo ou ainda pior! É por isso que eu quero que se fodam os vossos ideais e as vossas tretas. Puta que vos pariu! Que morram todos nesta guerra!”
Esta citação é entre um soldado Americano no Iraque e um repórter. A curiosidade é que o repórter é Português e é da RTP, de seu nome Luís Castro.
Ele foi recentemente enviado para o Iraque e acompanha a sua aventura no seu blog oficial “Cheiro a Pólvora”. É impressionante verificar como este passa de uma admiração pró-Americana para um ódio americano à medida que vai publicando novos posts no blog.
Também não é dificil argumentar que qualquer europeu que viva nos EUA por um período prolongado de tempo (mais de 6 meses) irá encontrar mais podres do que virtudes. Este repórter percebeu isso mesmo na primeira linha de fogo.
Dedicado aos apoiantes da guerra no Iraque
Aos Pacheco Pereiras, aos Paulo Portas, às revistas, e aos neoconservadores, aproveito esta solene ocasião de Páscoa para citar Alan Greenspan, o republicano que foi chairman da Reserva Federal Americana durante 20 anos:
“I am saddened that it is politically inconvenient to acknowledge what everyone knows: the Iraq war is largely about oil”
Mario Biondi - Handful of Soul
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- Published March 23rd, 2008 in /dev/random
![017554_mario-biondi[1].gif](http://mywheel.net/blogpt/wp-content/uploads/2008/03/017554_mario-biondi[1].gif)
E depois de ontem ter deixado aqui o espetacular This is What You Are, acabei por comprar o CD entitulado Handful of Soul, gravado com a orquestra “High Five Quintet”.
Foi no iTunes Plus (DRM free, baby!), tem 12 músicas e custou $11.88. Uma pechincha.
Mario Biondi - This is what you are
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- Published March 22nd, 2008 in /dev/random
Meio Nu Jazz, meio Blues, muito Soul e ainda com uns toques Disco.
Fenomenal. Ainda melhor o remix do sempre enorme Dimitri from Paris.
Viva a boa música!
P.S. - Este post contém um vídeo com uma música.
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